20 junho 2008
19 junho 2008
12 junho 2008
Da Ganância
O meu avô – bússola da minha existência – sempre me disse: “Oh meu palerma, se vires muita gente a chorar, faz lenços de papel!”. Porque nunca tive grande queda para a indústria de celulose, dei por mim, de há uns tempos para cá, a fazer planos de prospecção de petróleo. Lembrei-me imediatamente das palavras da minha avó, mais sensata e esperta que o meu avô: “Não sejas burro… O que dá dinheiro é fazer as pessoas chorar e não limpar-lhes as lágrimas – ou as nalgas, como eu faço com o teu avô. Caga nos lenços de papel!”. Li tudo sobre petróleo: a sua origem, extracção, refinação, etc.. Foi assim que descobri que o petróleo tem a sua origem em restos orgânicos de animais – mais precisamente, hidrocarbonetos. Agora só me falta escarafunchar uns quantos cus com a broca para ver se encontro o tão desejado “ouro negro”. Não deve ser difícil…
E falta-me também o descaramento de algumas companhias petrolíferas:
«Ai “o gasóleo está muito caro”? Mas querem continuar a andar de carrinho, não querem?! Então empurrem-no, seus borregos! Vá! É “energia positiva!”»
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O Avó
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28 maio 2008
Da Inveja
18h00 – 18h30: Inicia a árdua tarefa de ir abrindo um olhito, até se habituar à (pouca) luz do dia que ainda resta.
19h00: Está pronto para se levantar da cama e iniciar mais um dia produtivo de trabalho.
20h00: Levanta-se, finalmente.
20h30: Toma o pequeno-almoço.
21h00 até às 00h00: Vê televisão.
00h15: Almoça, lancha e janta.
00h30 até às 07h00: Vê filmes e navega na internet.
Agora: eu não sou pessoa de nutrir invejas. A sério que não. Tirando o pároco da minha freguesia, que é capaz de aviar três fiéis devotas enquanto o diabo esfrega o escroto, não há quem me faça inveja. A não ser este puto, com a sua vidinha santa. Caralho lá p’ró puto! No outro dia, propus-lhe irmos a uma casa de putas. Moção apresentada, votada e aprovada, lá fomos nós ao sobejamente conhecido “Night City”... Aquilo que o meu caro amigo não sabia é que o referido estabelecimento, ao invés de putas, tem pretos. E em vez de um gajo pagar para foder, paga-se para não ser fodido. É uma cena nova radical que anda por aí. Funciona à base do medo.
Ah! E tenho inveja do meu pai, por ter um filho tão asinino.
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O Avó
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23 maio 2008
Da Gula
Coisa curiosa, a memória. A memória não funciona em linha recta, num fio temporal contínuo, lógico e, de algum modo, previsível, como o lento deslizar das nuvens ou o passar dos dias, mas antes em sucessivos círculos. Ou melhor, em espirais. Ela surge no pensamento consciente quando menos se espera e, sem darmos por isso, já estamos numa qualquer repartição pública a tentar disfarçar o embaraço provocado por uma monumental erecção, só porque o barulho mecânico e irregular de uma impressora nos fez recordar o lascivo e impetuoso arfar de uma antiga "fuck buddie".
A moça era bastante esforçada… Não era propriamente uma obra-prima da sensualidade, mas também não era nada de se deitar fora… Bem pelo contrário. Tinha umas maminhas muito bem feitas, redondinhas e firmes, umas feições agradáveis e um corpo bastante rijo – tesudo até! A sua nudez revelava uma volúpia antes oculta pelas roupas, o que lhe conferia uma aura irresistível que pura e simplesmente me destituía de vontade própria e me condenava ao pecado carnal. Via-se que gostava de me dar prazer. Mil vezes me fez vir e mais mil me teria feito vir, tivesse eu deixado e/ou o acaso proporcionado. Enfim, coisas que já lá (se) vão e que não (se) tornam a vir… A não ser na memória. E na mão esquerda…
Moral da história: a quarta dimensão é uma coisa bem fodida…
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21 maio 2008
15 maio 2008
Prioridades trocadas?*
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01 maio 2008
Monstro austríaco
“A polícia austríaca revelou sábado a descoberta em Amstetten, leste da Áustria, de uma cave onde um homem de 73 anos, Josef Fritzl, manteve sequestrada durante 24 anos a filha, actualmente com 42 anos, que violou repetidamente e da qual teve sete filhos.”
Esta situação abjecta transforma-se em algo curioso, do ponto de vista fiscal... Lembrei-me disto ontem, enquanto preenchia a minha própria declaração de IRS...
...
Funcionária da repartição de finanças de Amstetten: “Ora muito bem, Sr. Fritzl, penso que está tudo... Só falta aqui a composição do seu agregado familiar... Quantas pessoas são?”
Monstro Fritzl: “Somos dez.”
Funcionária: “Dez... Diga-me então quem são, por favor...”
Funcionária: “Ena, tantos!... Mas oh Sr. Fritzl, assim são dezassete!”
Monstro: “Não, não... Somos só dez.”
Só não entendo porque é que a polícia austríaca demorou tanto tempo para descobrir esta monstruosidade. Bastava analisar a declaração de IRS de Josef Fritzl...
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18 abril 2008
"Derby"
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13 março 2008
"Papoilas saltitantes"...
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11 março 2008
Mulheres...
Porém, porque o desprezo em excesso pode conduzir ao desinteresse, aqui vos deixo uma típica conversa entre o mulherio do meu local laboral, desta feita captada pela minha spy cam:
«_ Oh linda, já viste? Enchi as ventas de bedum e agora estou aqui toda peganhenta... Emprestas-me o teu gloss?
_ Sim, toma. Estás a lambuzar-te toda para o O Avó?
_ Oh, claro que sim! Ele é tão bom! Só de pensar nele fico cá com uma comichão na rata! Já estou toda molhadinha!
_ Ai, nem me fales! Às vezes, quando estou perto dele, sinto aqueles calores... Sabes? Tenho que ir a correr para a casa-de-banho para apaziguar o clíto!
_ Podes crer... E ainda por cima hoje estou a ovular! Quero ver se ele me salta prá bichaninha, porque senão isto assim é um desperdício!
_ Por falar nisso... Agora é que reparei... Estou com corrimento...»
(...)
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10 março 2008
Idiotices
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14 fevereiro 2008
Dia dos namorados
Neste dia de São Valentim
Nada te vou oferecer.
Porquê? Não há pilim...
Não obstante, quero f...
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25 janeiro 2008
21 janeiro 2008
Colpo Grosso
Quem não se lembra que vá apanhar nas bordas, porque não merece estar vivo.
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19 dezembro 2007
Feliz consumismo!
_ José, quero que saibas que este filho também é teu.
_ Ah, tá bem... Olha! Vêm ali três sujeitos e um deles é preto!
Perante um momento tão sagrado e excelso, a figura do Pai Natal surge-nos como uma enorme falsidade e uma blasfémia, destinada a tornar o Natal uma época de consumismo e marketing. Tendo isto em mente, escrevi uma carta ao Pai Natal nos seguintes termos:
"Oh boi! E se enfiasses os presentes todos no cu?"
Feliz celebração de um nascimento que ocorreu há cerca de dois mil e sete anos!
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11 dezembro 2007
Mais olhos que caralho!...
E aqui estou eu, com o tubérculo arrebitado a olhar-me nos olhos, a implorar por acção descasca-o-nabo, e a imaginar-me a sussurrar-lhe palavras doces ao ouvido – “Queres ser a minha concubina? Então vamos foder!”. E ainda dizem que os olhos também comem... Bah!... Se os olhos também comessem, assim que aquela deusa penetrasse no meu campo de visão, devolver-lhe-ia, automaticamente, a gentileza, penetrando-lhe no campo de cona. Citando um amigo meu quando joga computador, seria qualquer coisa deste género: “Alpha team, go, go, go!”. E lá ía o meu “Big Joe”, todo entesado e, ainda assim, furtivo, qual “Lonewolf”, a fazer as despesas de uma manhã produtiva de caça.
Enfim... Resta-me a estimulação manual. Pelo menos, dou-lhe o aperto que quero!
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05 dezembro 2007
O dom
Tenho um dom. É uma aptidão, se quisermos, sobrenatural, que me acompanha desde muito cedo. Pessoas há que conseguem adivinhar o futuro em búzios, outras vislumbram toda a vida de uma pessoa lendo as palmas das suas mãos, outras “lêem” entranhas de animais e outras ainda consultam cartas de tarôt para determinar o destino de todas aquelas pobres almas que acreditam que o seu fado influencia uma determinada sequência de pedaços de cartão numa mesa. Pois bem... Eu leio tetas. Não é fácil viver com tamanha responsabilidade – é um compromisso vitalício em prol do bem, que exige abnegação e uma mente incorruptível. Claro que, intimamente, estou a cagar-me para essa merda da abnegação. O que eu quero é apalpar tetas e uso-me do dom que tenho para tal. Se, durante o processo, fizer umas quantas gajas chorar em virtude de auspícios de um futuro menos bom, ou, pelo contrário, as fizer chorar de felicidade na expectativa de um futuro risonho, tanto melhor. É meio caminho andado para acabar a apalpar outros territórios e, em conformidade, as fazer chorar da cona.
Já sei o que o céptico leitor está a pensar... “Adivinhar o futuro em tetas?!... Humm... Não me convence. Costuma dizer-se que não há duas palmas da mão iguais... Serão as mamas assim tão distintas umas das outras?” Torna-se claro que o leitor só viu um par de tetas em toda a sua vida – e, muito provavelmente, já não se lembra... Parecendo que não, há toda uma panóplia de características mamárias que, conjugadas, auguram um futuro bom, um futuro mau, um futuro assim-assim, et cetera. Deste modo, a teta mirrada pode esperar por um destino cruel, de relações fracassadas e tristes; à teta pequenina resta-lhe um futuro de relações esporádicas, cabe-lhe o papel de diversão fortuita mas inconsequente; a teta avantajada estará com toda a certeza destinada a ser sugada por pequenas criaturas; a teta firme e redondinha vai receber boas notícias e uma bela carga de esperma não tarda nada, e por aí adiante.
Para o ano que se aproxima, já garanti a minha barraquinha em Vilar de Perdizes. Com alguma sorte, ainda apalpo as tetas da Maya – tetas boas, que terão de ser submetidas à luz macroscópica do olho da piça, para ver se lhe tiro o mau-olhado e aquele ar de puta fina. Sublinho: luz “MACROscópica”.
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19 novembro 2007
Frases soltas
"O Governo até pode mandar as chaimites, é livre de fazer o que quiser."
- Manuel António dos Santos, presidente da Casa do Douro, hoje, in SIC Online.
Foda-se! Nunca mais dormirei descansado!
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07 novembro 2007
Democracy, the greatest game of all!
Na semana em que se discute o Orçamento de Estado para 2008, são altas as expectativas no que ao regresso de Pedro Santana Lopes à política activa diz respeito. E se José Sócrates não se põe “a pau”, arrisca-se a apanhar com uma dupla penetração não desejada por parte de Santana Lopes e Luís Filipe Menezes. Todavia, a julgar pelas intervenções de Santana Lopes, ontem, no Parlamento, Sócrates não tem muito com que se preocupar.
Santana Lopes: “E tal! Porque é jovem!”
José Sócrates: “Oh Sr. Deputado... Sim, ainda temos um défice público elevado, mas o Senhor Deputado repare: o Senhor tem um défice mental ainda maior!”
Santana Lopes: “Essas críticas são injustas e demagógicas! O feto já saiu da incubadora!”
José Sócrates: “...Pois... E pelos vistos, ao contrário das previsões, é acéfalo...”
À saída do Parlamento, Sócrates revelou-se satisfeito: “Foi porreiro, pá!”.
Já Santana Lopes não escondeu o seu descontentamento: “O gajo tinha 30 balas, um lança-rockets e mil minas anti-pessoais debaixo dos meus pés! E eu só tinha uma pequena naifa! Como é que eu havia de ganhar esta batalha?”.
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