26 junho 2007

Private joke II

Mister: _ Vais trabalhar?
Ansião: _ Contigo aqui, não!

Private joke I

Mister: _ Que caralho!
Ansião: _ Sim, eu sei.

20 junho 2007

Knock knock knock na bichana!


A pedido de muitas famílias e associações evangélicas, decidi coser o cu e a boca, para assim nunca mais defecar e, dessa forma, alcançar aquilo que eu e muitos outros tanto ambicionam: uma morte cruel e aflitiva, atulhado em esterco, que é para não destoar da vidinha de merda que tenho vindo a fazer...

18 junho 2007

Mai'nada!

11 junho 2007

Dúvidas

"Rodolfo said...
Sabes como é. Ouviram dizer que eras rabeta... aparecem logo nos sitios que menos podias esperar. Põe-te a pão Avó... antes que o pau se ponha em ti! "
Rodolfo, in comentário a "O míldio estraga as culturas"

Caro Rodolfo, agradeço o reparo oportuno e sapiente. Efectivamente, e colocando de lado as incongruências e confusão alimentícia evidenciadas no teu discurso (“pão/pau” – cada um saberá o que enfia na boca), parece que há por aí pixa avulsa que mal ouve falar em bichanice logo se apressa em colocar-se a jeito de “pode-ser-que-pegue”. Mas meu caro, já me dizia um outro detractor, enquanto lhe estraçalhava a tripa à pancada de chouriço com veia: “Foda-se, oh Avó! Quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele!”. Palavras sábias.
Por outro lado, e ao contrário do que se possa pensar, as dúvidas acerca da sexualidade do Avó são salutares. Primeiro, porque a dúvida lança a curiosidade no seio e nos seios do sexo feminino. E já se sabe como a curiosidade é pródiga em matar gatos. Ou, neste caso, gatas. Segundo, porque ao lançar a curiosidade, lança também a desordem na cabeça de muitos pseudo-machos "latrinos": “Pois se até dúvidas há acerca do Avó, o que se dirá de um mero lambe-cus como eu?”. Por isso, Rodolfo, não desesperes. O Avó sabe cuidar de si.
Quanto à praga que grassava no meu quintal, o problema já se encontra resolvido - adquiri um rottweiler que não comia há um mês.

06 junho 2007

O míldio estraga as culturas...


Não sei bem porquê, mas parece que andam a crescer umas coisas estranhas no quintal...

05 junho 2007

Post Post Scriptum

É bom constatar que ainda existe um ou outro indivíduo capaz de me surpreender e de me fazer esboçar o mais pequeno sorriso - amarelo, como sempre. Em resposta às soluções por mim dadas no post anterior, o Zé prendou-nos com a sua capacidade de inovar e de proferir alarvidades como se não houvesse amanhã. Deixo-vos o seu comentário. Assim, e porque o laço do matrimónio é por vezes pesado demais para ser suportado por apenas duas pessoas, estou tentado a solicitar a colaboração do nosso amigo Zé Carlos. Estou casado com o Bicos e Tricos há cerca de dois anos, pelo que está na hora de dar um novo alento a esta merda. Além do mais, como um dia disse André Maurois quando a sua ex-esposa lhe ficou com a casa depois do divórcio, "o casamento é um edifício que deve ser reconstruído todos os dias". Um gajo que faz analogias estúpidas com a construção civil não pode estar à espera de mais... Mas vá... Zé Carlos, vamos a isso?
Zé Carlos said...

Meu caro Avó:
Tenho-te a agradecer as sugestões que me fizeste para o problema com que me tenho vindo a deparar.
Posso-te aliás confirmar que já tentei pôr em prática uma ou outra das soluções que, tão oportunamente, fizeste o favor de maquinar. Devo dizer que gostei particularmente da ideia relativa às mensagens subliminares. Não me acanhei e cá vai mensagem subliminar... Atirei-lhe: -"Oh #%&$^), a tua namorada anda rouca que nem um bezerrinho! Tenho notado... Manda-lhe as melhoras!" Não sei se ele percebeu. Olhou para mim com uma expressão inexpressiva e virou costas. Enfim... Este gajo mexe mesmo comigo!
Decidi também improvisar um pouco oh Avó. Enviei não só a dita mensagem subliminar como, aproveitando para inovar, endereçei-lhe uma mensagem sub-laminar. Passo a explicar. Escrevi uma tira de papel autocolante com o seguinte conteúdo: "A malta cá de casa agradecia que tu e a tua rameira de Bordéus fizessem o obséquio de, no futuro, tentar grunhir com mais moderação e cautela... não vás tu algum dia entrar em casa com os phones enfiados nos cornos e te depares com um bastão de basebol a entrar pela boca adentro". Ora, colei a tirinha num cutelo que comprámos no chinês aqui ao pé de casa e espetei-lhe com o dito facalhão na porta do quarto. Mas repara, oh Avó, pus a lamina com a mensagem virada pra baixo. Tá bom de ver que se trata de uma mensagem sub-laminar.
Vou esperar uns dias para ver quais são os efeitos práticos das minhas sub mensagens. Pode ser que o amigo perceba.
Um abraço, do teu sempre atento leitor,
Zé Carlos
12:12 AM, Junho 05, 2007

04 junho 2007

Bicho-macaco

"Em grande oh Avó! Que clareza de ideias... Todos atacassem os problemas com a rectidão escatológica com que tu, oh Avó, o fazes. Aproveitando a deixa, deixa que te questione acerca de algo que me tem vindo a dar que pensar. O meu colega de apartamento até é um bom rapazola. Tirando um ou outro pormenor estético nada lhe tenho a apontar. Excepção seja feita a dois comportamentos, tribais (?) que, de forma não pouco convicta, insiste em continuar a ter. Ora, o referido sujeito insiste em passar horas seguidas a escutar, como que em transe a mesma batida (musical?). Não fosse a dita batida sempre igual, ainda uma pessoa não dava por nada... já assim torna-se incomodativo e gerador de vontades segregadoras do mesmo. Para além disto, oh Avó, o mesmo tipo insiste em praticar durante a cópula com a respectiva consorte tribal, grunhidos que se ouvem pela casa toda e que não são, de todo em todo, associáveis ao acto copular que tanto nos fascina. Ora, é bom de ver que o status quo que aqui relato, em nada é propício ao fomento das relações de vizinhança nas sociedade hodiernas. Não te parece, oh Avó?Diz-me agora de tua justiça. Que pode um pobre residente meeiro perante tal desafio fazer? Mas reitero-te, oh Avó, eu até gosto do moço...Um abraço,Zé CarlosP.S. Na senda da dúvida que aqui te deixo, oh Avó, interpelo-te no sentido de implementares um consultório informal de apoio a problemas tão prosáicos como este."
Zé Carlos, in comentário ao Disfuncionalismo público

Mais uma vez, o Avó é chamado a dirimir conflitos. Gosto. Ora, o que sucede? O nosso amigo Zé Carlos vive atormentado por um problema que, diga-se, é um problema do caralho. Não no sentido tradicional do termo (entenda-se, problema irresolúvel), mas “problema do caralho” porque é, efectivamente, um problema que se prende com a existência de um determinado caralho que, no desempenho da sua função fodilhona, origina uivos e peidinhos-de-cona audíveis de Santa Apolónia à Rua Sésamo.
Antes de mais, não é despiciendo relembrar o quão agradável esta situação se pode revelar, mormente, se nos apetecer uma bela punheta e, enfim, o canal televisivo das situações pinâncias estiver codificado. As minhas punhetas mais deliciosas ocorrem quando os meus vizinhos do andar de cima decidem rebentar um com o outro à piçada-conada – os guinchos histéricos dela e os rugidos animalescos dele quase que evocam uma Odisseia épica. A mesma situação pode vir a revelar-se extremamente útil quando, por exemplo, levamos visitas importantes a casa. Todos nós podemos imaginar os momentos divertidos que um violento arfar vindo de um quarto fechado pode proporcionar: os sorrisos dissimulados, a troca de olhares cúmplices, o humedecimento por simpatia, etc.. E se o dito ruído vier acompanhado de um cheiro a bafio, tanto melhor. O mais provável é que alguém se lembre “E porque é que não nos juntamos à festarola e vamos todos foder que nem cães desvairados?”. Zé, se os grunhidos do teu co-locatário são ou não “associáveis ao acto de copular”, já estou como o outro: “Foda é foda, quer te fodas, quer me foda!”. Por outro lado, é meu dever elucidar o Zé Carlos para a situação potencialmente geradora de lucro em que toda esta devassidão se pode tornar. Zé, tens uma câmara de filmar? Tens Internet? Do I need to say more? Há sempre um qualquer atrasado mental num qualquer ponto do mundo que estará disposto a pagar balúrdios para ver um casal de Neandertais a debulharem-se à moda antiga. Pelo menos, eu pagaria... Mas aqui o nosso amigo Zé Carlos sente-se incomodado. E eu estou solidário. Nestas ocasiões, gosto de relembrar o meu avô e o seu provérbio preferido: “Haja língua para lamber e dedos para coçar!”. Sim, eu sei – este adágio não é propriamente o mais ajustado ao contexto, mas é sempre um bom provérbio para ser recordado. Mas o meu avô diz mais: “Amigos, amigos, anda cá que eu já te digo!”.
Então, como solucionar o problema deste nosso amiguito?

Solução n.º 1: Assim de repente, e sem tomar balanço, lembro-me, por exemplo, de ter visto um documentário televisivo, na SIC, sobre animais perigosos... Hehe... Isto faz-me rir... Bom, o mencionado programa referia uma espécie de peixe (ou lá o que caralho era aquela merda) que tinha a mania de se introduzir na uretra de um gajo, onde se acomodava e fixava, usando, para o efeito, espinhos. Não deve doer nada. Todavia, esta é uma solução de difícil concretização, a menos que o sujeito resolva, num belo dia, ir nadar nu para a amazónia (de preferência com a pixa a sangrar). Ou então, o nosso Zé Carlos terá de adquirir esta espécie por um qualquer meio dúbio e esperar que o sujeito tome um banho de imersão e adormeça. São muitas variáveis a ter em conta. É uma solução estúpida. Desculpa, Zé.

Solução n.º 2: gás pimenta nos boxers/cuecas do sujeito. Já experimentei e posso assegurar que arde (um bocadinho) e que a última coisa em que um gajo pensa é em foder. Quando muito, apetece é cortar o bacamarte.

Solução n.º 3 (e esta é a que me parece mais adequada): tenho um amigo que trabalha nas docas de Alcântara. Por € 500, aluga um contentor vazio. Sem perguntas. No dia 13 de cada mês, sai um barco da doca com destino incerto, carregando o referido contentor e o que quer que seja que se encontre dentro dele. Quem semeia ventos e o caralho-a-oitenta!...

Solução n.º 4: Mensagens subliminares. Zé, quando te cruzares com o sujeito, atira para o ar: “Pareceu-me ouvir mil ursos a rugir... Alguém tem ursos cá em casa?”; ou “Então? Estiveste a foder ou a esfolar uma vaca?”. Pode ser que ele perceba.

Solução n.º 5 (a minha preferida): gravar o rosnanço no telemóvel e configurar o dito cujo como toque predefinido. Não adianta de muito quanto à resolução da situação, mas é um óptimo quebra-gelo, sobretudo se o telemóvel tocar numa repartição de finanças.

Ok, Zé? E repara que as soluções aqui explanadas aplicam-se, mutatis mutandis, à falta de gosto musical do besugo. E não digas que vais daqui! – diz antes que vais dali.

P.S.: Eu reparei que o nosso Zé sublinhou o facto de “gostar do moço”. Nesse caso, há sempre a possibilidade de lhe dizer, educadamente: “Ou paras de grasnar enquanto fodes ou estoiro-te com os colhões com as minhas botas de biqueira de aço!”.

13 maio 2007

Disfuncionalismo público

É de enaltecer o esforço levado a cabo por este Governo para reduzir a burocracia nas instituições e serviços do Estado. Contudo, após uma “breve” deslocação à Conservatória do Registo Predial (entenda-se, “breve” como em “Breve História do Tempo” ou “A brevidade do cosmos” ou “A brevidade da Humanidade na História do Universo” – esse tipo de “breve”), apercebi-me, da pior forma, de que as medidas que têm vindo a ser tomadas são como os ambientadores que a minha mãe compra para disfarçar os peidos do meu pai. Se, à primeira vista e após os primeiros minutos, até parecem uma boa ideia, logo o primeiro peido trata de deitar por terra toda e qualquer esperança.
O que a minha mãe não entende é que, para se livrar dos peidos do meu pai, há que actuar não a jusante, mas a montante, ou seja, sobre a própria pessoa do meu pai. Do que adianta andar a espalhar desodorizante pela casa se, pouco tempo depois, logo se instala o mesmo fétido e arrepiante cheiro a leite coalhado misturado com ovos podres e produtos orgânicos em decomposição? O que a minha mãe tem que fazer é actuar sobre a origem do problema – alterando o tipo de alimentação do meu pai, confeccionando sabonetes perfumados com sabor a baunilha em todas as refeições, por exemplo. Se isso não resultar, há que, subtilmente, fazer ver a gravidade do problema ao “prevaricador”. Uma das soluções passa por lhe cagar na boca enquanto dorme (uma solução que pode resolver a maior parte dos problemas com que as sociedades contemporâneas se deparam). Fazê-lo “provar” do seu próprio remédio. Depressa se aperceberá de que é imperativo mudar de atitude. O mesmo se passa com as medidas do Governo. Por mais bem intencionadas que sejam, não servem para nos livrar da podridão que infecta os serviços públicos, e que tanto atrasa este país. Ora, de nada vale agilizar e promover a celeridade na administração pública se os funcionários que a servem continuam estúpidos, mal-educados, burros e, sobretudo, preguiçosos – tal qual os funcionários com que me deparei na passada sexta-feira na Conservatória. Neste caso, o problema está a jusante. Assim, lanço um repto ao Governo: se os funcionários públicos insistirem na mesma lentidão desesperante, há que lhes cagar na boca.

12 maio 2007

Azul?? Foda-se! Mais vale paneleiro!

Já fui apelidado de muita coisa: de "bêbado" a "nojento", passando por "enrabador" e "fornicador-de-animaizinhos-de-estimação-tipo-cágados", já ouvi de tudo. Nunca tinha sido apelidado (seriamente) de paneleiro. Quer dizer… Já. Mas nunca com esta seriedade e com esta certeza e clareza de espírito de quem acusa. Ainda por cima, no local de trabalho, lugar de seriedade por excelência. E eis que, perante tamanha acusação, proferida ontem, tudo fez sentido. Foi como que... uma catarse. Apercebi-me que desde que os títulos dos textos deste blog ganharam, inexplicavemente, uma coloração azul, deixei de escrever. Como toda a gente sabe (exceptuando o meu pai, que esse é daltónico), a cor azul é conotada com os “tripeiros” – futebolisticamente falando. Mas mais do que isso: a cor azul é associada aos rapazes, ao género masculino, enquanto que o cor-de-rosa é associado às raparigas. Subitamente, dei-me conta que tenho mais inspiração se me imaginar a escrever sob uma epígrafe rosada, qual cu de bebé, do que sob um azul másculo – tal como o presente escrito claramente pode comprovar. Nessa conformidade, é inevitável a pergunta: Serei gay? Talvez… Não sei. A minha namorada parece querer convencer-se que não sou. Mas, independentemente do que possam vir a pensar, prometo que amanhã vou alterar a cor dos títulos deste blog para cor-de-rosa choque! Pode ser que as dúvidas se dissipem e reinicie a minha escrita neste blog de uma forma mais regular. Inté! (Forma de despedida tipicamente homossexual)

11 abril 2007

Mea culpa

O Primeiro-ministro José Sócrates, há coisa de dois segundos atrás (são 21h50m27s), insurgiu-se contra as insinuações de falta de carácter feitas por certos bloggers que infectam a blogosfera...
É pá... Tens razão, oh Zé! Desculpa lá qualquer coisinha... Fazemos assim: a próxima ida às putas fica por minha conta. Não te esqueças de levar a mordaça, que a minha ficou toda cagada da última vez...

05 abril 2007

Sic transit gloria mundi

Há três ou quatro coisas que, por mais que me esforce, me escapam ao entendimento: como funciona o sistema de esgotos, canalização, escoadouros e escoamentos; porque é que o coelhinho da Páscoa põe ovos; o processo de eleição do Presidente do CDS/PP, e o alarido em torno da licenciatura de José Sócrates. A propósito desta última dúvida metafísica, o que se diz acerca de a licenciatura de José Sócrates ser uma não-licenciatura, só vem dar razão aos que afirmam que o homem, além de visionário, é um profeta. Porquê? Porque adivinhou que a Universidade Independente (UnI), mais tarde ou mais cedo, fecharia portas, assim que os governantes se dessem conta da incompetência que lavra naquela Universidade, que serve apenas para formar trolhas, recolhedores do lixo e apoiantes de Salazar (com todo o respeito que merecem os trolhas e os recolhedores do lixo). Ora, o jovem José Sócrates cedo se apercebeu que uma licenciatura tirada naquela Universidade de nada lhe valeria. Assim, nem se deu ao trabalho de a concluir. No momento em que este vosso escravo se vos dirige, ainda não se conhece a decisão do Ministério do Ensino Superior sobre a continuidade da Universidade. Mas eu já sei qual vai ser o desfecho…
Sendo José Sócrates, neste momento, Primeiro-ministro, poderia parecer, à vista desarmada, que mandar encerrar a UnI seria uma espécie de venire contra factum proprium – conceito que me faz sempre lembrar o idiota que cortou o próprio pénis ao tentar abrir um pacote de vinho e que depois veio a publicitar o extraordinário feito num jornal nacional. Não sei se José Sócrates alguma vez abriu um pacote de vinho e não me interessa saber se ele alguma vez cortou o pénis, mas aquilo que sei é que encerrar as portas à UnI é uma estratégia que há muito havia sido delineada pelo próprio Primeiro-ministro. Na verdade, quando José Sócrates ingressou naquela Universidade, depressa chegou à conclusão de que o curso de Engenharia ali ministrado era um valente cagalhão. Consequentemente, o aluno José Sócrates decidiu tornar-se um autodidacta e aprender por si só a arte e o ofício da engenharia – civil e humana.
Segundo consta em círculos restritos de cerzideiras, quando José Sócrates perdeu a virgindade, contava apenas com 12 anos de idade e frequentava a Escola Secundária 1+8 de São João Ratão (se investigarem mais a fundo, descobrirão que J.S. não só não acabou a licenciatura como saltou directamente da escola primária para a escola secundária, sem passar pelo ensino preparatório), ter-se-á apercebido que a cona da jovem com quem encetou “negociações” pingava que nem um ribeiro. A sua mente inocente logo o fez acreditar que havia descoberto um lençol de água. Reza a história que, mais tarde, quando tomou a decisão de abandonar o curso “superior” da UnI e se voltou a aperceber que, sempre que enfiava o seu bastão ministerial em bichana humedecida, esta invariavelmente se esvaía em água, logo se apressou em elaborar um plano para instalar uma mini-hídrica à saída de cada fontanário vaginal. Ora, se isto não é perceber de Engenharia, então não sei o que é! Vê-se logo que o homem é inteligente, visionário e tem sentido de oportunidade! Logo ali, há mais de dez anos, José Sócrates iniciou a sua luta pelo que viria a ser a sua causa ambiental e a aposta pessoal nas energias renováveis. "Ah! Mas ele não é licenciado!"... Pormenores... Até parece que já estou a ver, daqui a uns anos, todas as mulheres a ostentarem no meio das suas pernas uma barragem hidroeléctrica. Pois claro! Há que aproveitar este recurso natural tão valioso!

P.S.: Como terão reparado, neste post usei duas expressões em latim – sic transit gloria mundi e venire contra factum proprium –, o que significa, nos termos da lei em vigor que regula as postagens em blogs, nada de especial. Todavia, em virtude da idiotice do texto que acabei de escrever, voluntariamente me sujeito a ser açoitado em praça pública com 10 vergastadas.

13 março 2007

Caso Esmeralda vs Caso Jesus, o Cristo

A propósito do mais que badalado caso de Torres Novas, sinto-me compelido a tecer algumas considerações, enquanto esfrego o escroto de rejúbilo. Ora, o que é que sucede? Apreciemos os factos:
1. Baltazar pina Aidida Porto, de nacionalidade brasileira.
2. Cidadã brasileira incha e dá à luz uma saudável menina – Esmeralda.
3. Aidida entrega a criança ao casal Luís Gomes e Adelina Lagarto, que a cria como se fosse sua.
4. Decorridos 5 anos, e após uma longa batalha judicial, o Tribunal ordena a restituição da menina ao pai biológico.
5. Luís Gomes, “pai afectivo” de Esmeralda, é condenado a 6 anos de prisão por sequestro agravado.

Deparada com esta sucessão de factos, é natural que a opinião pública se exalte e estrebuche que nem um animal ferido. Na verdade, juridicamente falando, estamos perante um valente arraial de merda. Sem contestação. Isto porque este caso fere a nossa sensibilidade, e mais do que a nossa sensibilidade, fere também o nosso ânus, porque nos entrou pelo cu acima até ao goto sem pedir licença! Todavia, do que as pessoas se esquecem, é que, na história da humanidade, este tipo de casos são frequentes. Veja-se, por exemplo, o caso Jesus Cristo, que abalou profundamente a sociedade de há dois mil e sete anos, e do qual ainda hoje se sentem repercussões. Há mais ou menos dois mil e sete anos – mais coisa menos coisa –, nasceu Jesus, fruto de uma relação (imaculada!!!) de sua mãe com Deus. José, “pai afectivo” de Jesus, criou-o até à sua maioridade, altura em que Deus, pai biológico, o reclamou, sob o argumento de “servir um bem superior”. Inconformado, José bem interpôs recurso da decisão, mas foi em vão. Ter-se-á esquecido que Deus é omnipotente e o Juiz de última instância.
Ora, comparando as duas situações, deparamo-nos com uma equação curiosa. É que, in casu, invertem-se os papéis… Neste caso em concreto, o carpinteiro é o pai biológico – Baltazar. A conclusão é óbvia – Esmeralda é omnipotente e omnisciente. Foda-se, as conclusões a que um gajo chega quando está sob o efeito de drogas!...

06 março 2007

João 1:1-3


"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por meio dele."
Mas afinal, qual seria esse "verbo"? Eu tenho para mim que seria o verbo "cagar", conjugado na primeira pessoa ('A' primeira Pessoa - Deus) do presente do indicativo - Eu cago. E porquê? É simples. Que outro verbo poderia dar origem a coisas tão sublimes e belas como o Universo, os planetas, as estrelas e, ao mesmo tempo, tão grotescas e asquerosas como o Alberto João Jardim, o "Major" Valentim Loureiro e eu próprio?

27 fevereiro 2007

No consultório...

_ Doutor! Doutor, beije-me!!! Beije-me como se não houvesse amanhã!

_ Oh minha senhora, não posso... A ética profissional não mo permite... Eu nem devia estar aqui a foder consigo!

13 fevereiro 2007

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhh foda-se!!!

Olha que foda-se! Esta semana é só boas notícias atrás de boas notícias, ou o camandro! Depois da desilusão que foi o referendo ao aborto, agora é a Coreia do Norte... Então não é que Kim Jong Il cedeu perante as pressões internacionais e vai desmantelar a capacidade nuclear do seu país? Caralho... A continuar assim, qualquer dia é o Irão... E se assim for, quem é que vai mandar esta merda toda com os porcos? Ai ai ai ai ai! Terei de ser eu? Só me apetece amputar um pé! Venham-me ao rabiosque e coloquem-me a seguinte questão: "O Exmo. Sr. Inácio vai desejar batatinhas a acompanhar?". É caso para dizer: a montanha pariu um rato... Um rato? Um rato não... Um peido! E se pariu, antes tivesse abortado, caralho!

12 fevereiro 2007

Quer dizer...


Pensando melhor... O aborto já devia ser permitido há muito tempo...

"Sim"? "SIM", caralho??

Foda-se... Ontem foi desferida a primeira machadada... A resposta dada a este referendo pode vir a constituir um enorme entrave à minha continuidade enquanto ser vivo...

08 fevereiro 2007

Os conselhos do Avó

Através da leitura dos inúmeros mails, cartas anónimas e mensagens de telemóvel que me ameaçam de morte, tenho constatado que existe uma enorme preocupação social por parte dos leitores deste blog que não me deixa, nem pode deixar, indiferente. Um mail em particular, que continha um vírus que me fodeu as dezenas de gigas de pornografia que eu guardava no computador – inclusive um filme que envolvia uma artista circense, um cavalo lusitano, uma cana de pesca e um saca-rolhas enferrujado (aproveito desde já para te agradecer, oh meu grande filho da puta) –, colocava-me uma questão pertinente e um desafio. Dizia: “Oh Avó, tendo em conta a enorme experiência de vida que tu pareces ter, e sabendo nós que foder à canzana origina borboto – e, em casos marginais, ‘Falhas’ ao nível cerebral –, que conselho darias às gerações mais novas para enfrentar as dificuldades deste mundo?”
Quando se trata de aconselhar os mais pequenos e indicar-lhes um caminho neste labirinto existencial, não sou parco em palavras. Assim, e respondendo ao repto que me foi lançado (qual Avó Cantigas!), deixo-vos o adágio que o meu pai, na minha idade pueril, me sussurrava ao ouvido, todas as noites, enquanto me aconchegava os lençóis: “Mais vale rico e com saúde do que pobre, careca, feio, com um cancro em fase terminal no esófago e completamente esventrado e nu debaixo de um comboio de mercadorias carregado de gás butano prestes a explodir”. Claro que, nessa ocasião, o facto de se ser careca será a menor das preocupações. Mas isso já sou eu a conjecturar.
Curiosamente, coincidência ou não, essa exacta situação veio a acontecer a um amigo meu de seu nome Lowlee, e até era capaz de apostar que não terá sido nada agradável! Só que esse meu amigo não era pobre. Efectivamente, segundos antes de se ter precipitado sobre os carris do comboio, saltava euforicamente, pois tinha acabado de ter conhecimento que lhe havia saído o primeiro prémio do euromilhões e o seu médico garantia-lhe que o cancro se encontrava em clara regressão. Foi pena o gás ter explodido… Ou será que sonhei? Bem, não interessa. A ideia essencial a reter é a seguinte: sejam ricos e com saúde, antes que venha aí um comboio que vos foda a vida.

02 fevereiro 2007

SIM ao aborto à machadada!

A minha mãe já me avisou, enquanto se ria maquiavelicamente, que, se ganhar o 'sim' neste referendo, a lei que lhe seguirá terá efeitos retroactivos... Tou bem fodido com esta merda...