13 março 2007

Caso Esmeralda vs Caso Jesus, o Cristo

A propósito do mais que badalado caso de Torres Novas, sinto-me compelido a tecer algumas considerações, enquanto esfrego o escroto de rejúbilo. Ora, o que é que sucede? Apreciemos os factos:
1. Baltazar pina Aidida Porto, de nacionalidade brasileira.
2. Cidadã brasileira incha e dá à luz uma saudável menina – Esmeralda.
3. Aidida entrega a criança ao casal Luís Gomes e Adelina Lagarto, que a cria como se fosse sua.
4. Decorridos 5 anos, e após uma longa batalha judicial, o Tribunal ordena a restituição da menina ao pai biológico.
5. Luís Gomes, “pai afectivo” de Esmeralda, é condenado a 6 anos de prisão por sequestro agravado.

Deparada com esta sucessão de factos, é natural que a opinião pública se exalte e estrebuche que nem um animal ferido. Na verdade, juridicamente falando, estamos perante um valente arraial de merda. Sem contestação. Isto porque este caso fere a nossa sensibilidade, e mais do que a nossa sensibilidade, fere também o nosso ânus, porque nos entrou pelo cu acima até ao goto sem pedir licença! Todavia, do que as pessoas se esquecem, é que, na história da humanidade, este tipo de casos são frequentes. Veja-se, por exemplo, o caso Jesus Cristo, que abalou profundamente a sociedade de há dois mil e sete anos, e do qual ainda hoje se sentem repercussões. Há mais ou menos dois mil e sete anos – mais coisa menos coisa –, nasceu Jesus, fruto de uma relação (imaculada!!!) de sua mãe com Deus. José, “pai afectivo” de Jesus, criou-o até à sua maioridade, altura em que Deus, pai biológico, o reclamou, sob o argumento de “servir um bem superior”. Inconformado, José bem interpôs recurso da decisão, mas foi em vão. Ter-se-á esquecido que Deus é omnipotente e o Juiz de última instância.
Ora, comparando as duas situações, deparamo-nos com uma equação curiosa. É que, in casu, invertem-se os papéis… Neste caso em concreto, o carpinteiro é o pai biológico – Baltazar. A conclusão é óbvia – Esmeralda é omnipotente e omnisciente. Foda-se, as conclusões a que um gajo chega quando está sob o efeito de drogas!...

06 março 2007

João 1:1-3


"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por meio dele."
Mas afinal, qual seria esse "verbo"? Eu tenho para mim que seria o verbo "cagar", conjugado na primeira pessoa ('A' primeira Pessoa - Deus) do presente do indicativo - Eu cago. E porquê? É simples. Que outro verbo poderia dar origem a coisas tão sublimes e belas como o Universo, os planetas, as estrelas e, ao mesmo tempo, tão grotescas e asquerosas como o Alberto João Jardim, o "Major" Valentim Loureiro e eu próprio?

27 fevereiro 2007

No consultório...

_ Doutor! Doutor, beije-me!!! Beije-me como se não houvesse amanhã!

_ Oh minha senhora, não posso... A ética profissional não mo permite... Eu nem devia estar aqui a foder consigo!

13 fevereiro 2007

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhh foda-se!!!

Olha que foda-se! Esta semana é só boas notícias atrás de boas notícias, ou o camandro! Depois da desilusão que foi o referendo ao aborto, agora é a Coreia do Norte... Então não é que Kim Jong Il cedeu perante as pressões internacionais e vai desmantelar a capacidade nuclear do seu país? Caralho... A continuar assim, qualquer dia é o Irão... E se assim for, quem é que vai mandar esta merda toda com os porcos? Ai ai ai ai ai! Terei de ser eu? Só me apetece amputar um pé! Venham-me ao rabiosque e coloquem-me a seguinte questão: "O Exmo. Sr. Inácio vai desejar batatinhas a acompanhar?". É caso para dizer: a montanha pariu um rato... Um rato? Um rato não... Um peido! E se pariu, antes tivesse abortado, caralho!

12 fevereiro 2007

Quer dizer...


Pensando melhor... O aborto já devia ser permitido há muito tempo...

"Sim"? "SIM", caralho??

Foda-se... Ontem foi desferida a primeira machadada... A resposta dada a este referendo pode vir a constituir um enorme entrave à minha continuidade enquanto ser vivo...

08 fevereiro 2007

Os conselhos do Avó

Através da leitura dos inúmeros mails, cartas anónimas e mensagens de telemóvel que me ameaçam de morte, tenho constatado que existe uma enorme preocupação social por parte dos leitores deste blog que não me deixa, nem pode deixar, indiferente. Um mail em particular, que continha um vírus que me fodeu as dezenas de gigas de pornografia que eu guardava no computador – inclusive um filme que envolvia uma artista circense, um cavalo lusitano, uma cana de pesca e um saca-rolhas enferrujado (aproveito desde já para te agradecer, oh meu grande filho da puta) –, colocava-me uma questão pertinente e um desafio. Dizia: “Oh Avó, tendo em conta a enorme experiência de vida que tu pareces ter, e sabendo nós que foder à canzana origina borboto – e, em casos marginais, ‘Falhas’ ao nível cerebral –, que conselho darias às gerações mais novas para enfrentar as dificuldades deste mundo?”
Quando se trata de aconselhar os mais pequenos e indicar-lhes um caminho neste labirinto existencial, não sou parco em palavras. Assim, e respondendo ao repto que me foi lançado (qual Avó Cantigas!), deixo-vos o adágio que o meu pai, na minha idade pueril, me sussurrava ao ouvido, todas as noites, enquanto me aconchegava os lençóis: “Mais vale rico e com saúde do que pobre, careca, feio, com um cancro em fase terminal no esófago e completamente esventrado e nu debaixo de um comboio de mercadorias carregado de gás butano prestes a explodir”. Claro que, nessa ocasião, o facto de se ser careca será a menor das preocupações. Mas isso já sou eu a conjecturar.
Curiosamente, coincidência ou não, essa exacta situação veio a acontecer a um amigo meu de seu nome Lowlee, e até era capaz de apostar que não terá sido nada agradável! Só que esse meu amigo não era pobre. Efectivamente, segundos antes de se ter precipitado sobre os carris do comboio, saltava euforicamente, pois tinha acabado de ter conhecimento que lhe havia saído o primeiro prémio do euromilhões e o seu médico garantia-lhe que o cancro se encontrava em clara regressão. Foi pena o gás ter explodido… Ou será que sonhei? Bem, não interessa. A ideia essencial a reter é a seguinte: sejam ricos e com saúde, antes que venha aí um comboio que vos foda a vida.

02 fevereiro 2007

SIM ao aborto à machadada!

A minha mãe já me avisou, enquanto se ria maquiavelicamente, que, se ganhar o 'sim' neste referendo, a lei que lhe seguirá terá efeitos retroactivos... Tou bem fodido com esta merda...

18 janeiro 2007

Pessoal! Pessoal! É só para avisar...

certas e determinadas pessoas que, enquanto lêem Voltaire e sorvem licor de ananás, gostam de ser penetradas no ânus.

16 janeiro 2007

Amnésia selectiva

Já passaram três anos, e André Sardet continua sem saber o que é que lhe aconteceu... Mas eu faço uma pequena ideia...

14 janeiro 2007

Risco - o Jogo

Na semana transacta, a companhia russa Transneft cortou o abastecimento de petróleo à Alemanha, Polónia e Ucrânia. Segundo responsáveis daquela companhia, o oleoduto Dujba (‘oleoduto da Amizade’), que atravessa a Bielorrúsia, estará a ser alvo de bloqueio por parte de Minsk, que, de forma ilegal, se está a apropriar de grandes quantidades de crude. Polacos e alemães denunciaram o corte no abastecimento. O Governo ucraniano, através do porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, já avisou: “Assim não jogo!”.
A Alemanha prepara-se para retaliar, e já mandou suspender as negociações para a compra do novo submarino russo – ‘O Fofinho’. Por sua vez, para manter o nível das suas reservas energéticas, a Polónia ordenou o imediato regresso ao país do ‘Petroleiro do Amor’, e do ‘Petroleiro da Ternura e Benevolência’, que se encontravam estacionados no Mar do Norte – também conhecido como o ‘Mar da Boa Onda’. Estão de sobreaviso as bases militares de ‘Hostilidade’ e de ‘Olha-que-chatice’, prontas para qualquer eventualidade.
Perante o escalar das retaliações, o Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, apressou-se a vir a palco para tentar colocar um ponto final na situação, anunciando, de forma peremptória: “Rebenta a bolha!”, ao que o Governo russo retorquiu: “O jogo é meu! Eu é que mando!”. Em declarações à Agência noticiosa ‘Diz-que-disse’, o Ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado, preconizou que a solução para esta contenda passaria por um compromisso entre todos os envolvidos, do tipo “quem falar é burro e cheira mal”. George W. Bush é que parece não estar pelos ajustes, e já se pronunciou sobre o diferendo: “Foda-se! Acabem lá com essa merda! Quando é que sou eu a jogar? Quero mandar as minhas tropas TODAS p’ró Iraque, caralho!”.
Assim, enquanto os E.U.A. denunciam o seu derradeiro objectivo – ocupar todo o Médio Oriente –, parece estar iminente uma nova crise energética na Europa. Os dados estão em cima da mesa. Esperemos pela próxima jogada.

05 janeiro 2007

A propósito...

28 dezembro 2006

Urinol universal: a porca da tua boca


Muita bicha delambida me tem sugerido: “Oh Avó, tu que és tão sapiente, sabedor de todas as justiças e de todas as coisas do Homem, não nos podes dar uma lição sobre a problemática da qualificação jurídica no âmbito do Direito Internacional Privado? Por favor! Vá lá! A sério!” Meus caros conas, por muito pertinente que esse tema possa parecer no actual contexto internacional e sem querer menosprezar tão delicioso assunto, vou, ao invés, debruçar-me sobre algo quiçá mais aborrecido, mas, a final, bem mais enriquecedor. Falo-vos do programa televisivo que a RTP se prepara para estrear em meados de Janeiro – Grandes Portugueses. Sem querer aqui analisar as virtudes – ou a falta delas – do referido programa, venho apenas lançar mais uma sugestão de voto, a juntar à lista de sugestões já divulgada no site da RTP, para que os atrasados mentais que lêem este blog saibam em quem hão-de depositar o seu voto. Eu tenho para mim que a maior portuguesa de todos os tempos já foi encontrada. Sim, é uma mulher. O que é que esperavam? Trata-se da filha da costureira que vive no prédio encostado ao meu, mesmo por trás do estádio do OFC (Oporto Futebol Clube), e que é uma puta de fazer corar caralhos. “Carolina Agridoce” é o nome da mocinha.
Digam o que disserem, para mim, uma boa puta faz mais falta a qualquer estado civilizacional do que um grande economista, um cientista brilhante ou um Chefe de Estado excepcional. Um trabuco bem chupadinho é bem melhor do que receber um prémio Nobel ou do que fazer a primeira viagem de circum-navegação, caralho! Se o próprio Fernão de Magalhães não tivesse na sua nau um batalhão de devassas, quem é que lhe encerava o mastro? Era o enceravas! E lá ía a circum-navegação com os porcos. A verdade é só uma e é esta: as putas são a base de sustentação de toda a civilização ocidental. No mundo muçulmano, as putas são apedrejadas até à morte e veja-se o estado em que aquela merda está. Dirão os mais cépticos: “Ah! E tal! D. Afonso Henriques e o caralho-que-o-foda!”. Sim senhor, o Afonso e amiguinhos afins foram grandes portugueses. Não contesto. Mas oh meus grandes paneleiros portugueses, essas figuras históricas, por muito ilustres que tenham sido, não passam de um cata-vento dourado do grande edifício – por muito que brilhe e por mais alto que esteja, não conta para a solidez da obra. As putas, essas sim, são como um velho cilhar oculto nos alicerces, debaixo da terra, onde ninguém o vê. Por elas não desabará a casa!
Bom, mas sucede então que a “Carolina Agridoce” era uma grande puta. Todavia – e aqui é que está o âmago da excelência desta puta –, a gaja nutria a profunda convicção de que era cândida como a capuchinho vermelho – como, aliás, fez questão de frisar na sua recente “biografia” soberbamente intitulada “Eu, Agridoce”. Isto apesar de mamar biberões de carne e emborcar leite seminal como se fosse compota da avozinha, que nem uma loba. Obviamente, o facto de haver “trabalhado” num “bar de alterne” em nada contribui para aquela fama. Mais tarde, tornar-se-ia “namorada” do presidente do clube de futebol do meu bairro – o supra mencionado OFC.
Antes de mais, é mister sublinhar que não simpatizo por aí além com aquele senhor. Até porque o meu clube de eleição é precisamente o rival SLF (Sport Lisbon & Ficabem). Todavia, e depois de ler a “biografia” da “Carolina Agridoce”, confesso que a minha antipatia por aquele sujeito se amenizou. E porquê? Pertenço à corrente minoritária de atrasados mentais – da qual conheço apenas um defensor: eu próprio – que advogam que um homem não vive verdadeiramente enquanto não chafurdar na cona badalhoca de uma qualquer puta. É isso e cagar-se pelas pernas abaixo. Faz-nos sentir vivos! A sensação de merda a pingar pelos pés (ou pelo pénis) é das mais autênticas que se podem experimentar. Recomendo. Em alternativa, existe sempre a opção de ligar a televisão na TVI ou comprar o jornal 24 Horas. Contudo, não é tão gratificante (apesar de a merda que por esses locais se passeia ser em quantidades bem superiores). Ora, um homem que segue à risca esta minha filosofia de vida, merece respeito. E, nessa lógica, após a leitura do relato contado na primeira pessoa por “Carolina Agridoce”, e depois de me vomitar três ou quatro vezes, passei a ter em boa consideração o Sr. presidente do OFC. O gajo não tem pudor. Gosto disso.
Mas as coisas não correm bem a “Carolina Agridoce”. Desde que foi publicado o seu “livro”, a dita cuja não mais conseguiu entrar num estádio de futebol. Ao que parece, os presidentes a quem a gaja oferece a bichana já não lhe pegam. Segundo consta, terá a cona muito lassa… O tiro saiu-lhe pela culatra… “Antes me entrasse!” – dirá agora “Carolina Agridoce”.
“Carolina”, se queres um conselho: A tua mãe é costureira! Que te cosa a rata!
Por tudo o exposto e por muito mais, juntem os vossos votos ao meu e vamos eleger a “Carolina Agridoce” como A Grande Portuguesa da nossa História, representante de uma classe tão subvalorizada: a das putas! Quem puxa pela nossa grande nação (e pelos nossos grandes caralhos) desta forma tão veemente, merece ser reconhecido! Tenho dito!

21 dezembro 2006

"Last Christmas, I gave you my cock!" - George Michael *

Um bisturi, uma lata de tira-nódoas em spray e um manual de História do 7.º Ano. O que é que estes três objectos têm em comum? Aparentemente, e para os mais desprevenidos, nada. E, de facto, assim é. Mas repare-se: todos os mencionados objectos, com mais ou menos jeitinho, se conseguem enfiar no cu. De qualquer das formas – e para que não digam “Ah! Recheio orgulhoso é de tipo leitoso!” –, resolvi passar por aqui para desejar a todos os mentecaptos que ainda se dão ao trabalho de teclar, de quando em vez, os vocábulos mágicos “bicos e tricos” (no google, que é para não deixar rasto…), um Natal e um Ano Novo. Feliz e bom, ou, pelo contrário, triste e mau, é-me um bocado indiferente. O importante é que todos tenham um Natal e um Ano Novo – se bem que isso também me seja um pouco neutral. Por isso: pai, Gonçalo, Kátia Vanessa e Sr. Alfredo – o mais recente leitor do Bicos, pasteleiro na pastelaria onde todos os dias adquiro a minha regueifa –, que tenham um Natal e, já que estamos numa onda de desejar, aproveitam o embalo, e têm também um Ano Novo. É a puta da loucura! Vá, agora ponham-se no caralho, antes que eu me ponha aqui a trautear o maior “sussexo” do George Michael dos últimos 69 anos (e meio) – “Last Christmas, foi um ver se te avias”.
Já agora… Uma última coisinha… Alguém me diz onde anda o filho de puta do Pai Natal com o meu camião cisterna?

* No último Natal, enfiei-te um bom caralho cru pelo gasganete abaixo, oh puta! Foda-se!” – Jorge Miguel

27 novembro 2006

Reminiscências reminiscentes

Numa incursão saudosista por caixotes imemoriais da minha despensa, deparei-me com uns quantos manuscritos da minha autoria, que datam do tempo da escola preparatória. Mais precisamente, manuscritos que remontam ao meu 9.º ano de escolaridade. No meio dessas folhas esmaecidas pela passagem do tempo, encontrei uma que me chamou a atenção. No topo da página, anunciando o que ali vem, pode ler-se o cabeçalho “Redacção”. Na verdade, aquele exercício corresponde ao que muitos professores se gostam de referir, no seu convívio privado, como o “Escrevam-lá-qualquer-merda-e-não-me-chateiem-muito”.
_ “Hoje, vão fazer uma redacção! E o tema é livre!” – parece que ainda estou a sentir a excitação na voz da minha professora de português. Era uma açoriana super hiper mega boa, acabada de sair da faculdade (ou, pelo menos, assim aparentava), que se apresentava em todas as aulas sem excepção vestida com umas calças tão justas que faziam sobressair o rego da cona. E tão bons momentos que aquele rego nos proporcionou a todos…
E ao pegar naquela folha de papel e ler os gatafunhos que ali fiz, ri-me. Devo dizer que se havia coisa que eu não gostava de fazer e que me aborrecia profundamente, era composições – para além de tudo o resto. Sobretudo se nos fosse dada a liberdade para escrevermos sobre o que caralho quiséssemos. Se bem se lembram, as aulas do ensino preparatório tinham a duração de 50 minutos. Pelo menos, na época em que eu estudei na escola preparatória, era assim. E o que é que se espera que um gajo com 15 anitos escreva em 50 minutos? Vou escrever sobre quê? Sobre mim? Sobre a vida? Sobre o mundo? Sobre a tesão que a professora me dá? Lembro-me que costumava perder metade do tempo disponível a pensar no que raio ia eu transpor para o papel. E se pensarmos que o ponto alto da minha vida, naquela altura, se resumia às tardes de sábado nas quais me deslocava com o meu pai a casa do meu avô para atestar garrafões de vinho, está tudo dito. Se bem que hoje em dia as coisas não variem muito…
Resumindo e concluindo: esta minha composição está um mimo. Se a memória não me falha, escrevi o que ora vos deixo só para chatear aquela puta, como uma forma de manifestar o meu descontentamento. Aqui vai:

“A Pizza”

«Gosto muito de pizza. Cientes desta minha queda para aquele acepipe gastronómico, os meus pais decidiram, na semana passada, levar-me a um restaurante italiano. A minha irmã também foi. Tirando alguns pormenores mais ou menos humorísticos no início do manjar, do desagrado dos meus pais, a verdade é que o mesmo decorreu sem grandes sobressaltos. E não haveria grande coisa para contar, a não ser que comi uma pizza “Napolitana” e que depois voltámos todos para casa com o bucho cheio. Todavia, no decorrer da refeição, uma questão ambígua assolou o meu espírito…
“E se as pizzas falassem? O que diriam elas?”
E é sobre esta problemática que me vou aqui debruçar. E vou-me debruçar com cuidado, que é para não cair.
A fim de se poder dar uma resposta satisfatória àquela questão, teremos primeiro de dissecar a vida da pizza – seu contexto sócio-económico, cultural, etc.. Vejamos: devemos sempre ter em linha de conta que a esperança média de vida de uma pizza, desde que nasce (sai do forno) até à sua morte (na boca daquele que a come, vulgo, “o comedor” ou “glutão”), não ultrapassa uma hora. Analisemos o processo de formação de uma pizza. Pode afirmar-se com segurança que a pizza é concebida nas mãos do cozinheiro, com a colocação dos vários ingredientes, o que equivaleria, nas circunstâncias humanas, à colocação do pénis na vagina, com a consequente ejaculação do esperma. Assim, tal como o espermatozóide penetra no óvulo, também a pizza se introduz no forno, onde decorre a gestação. A partir daqui, temos um primeiro termo comparativo para determinarmos a paridade da duração de vida de uma pizza, transportada para a realidade humana. Ora, se a gestação de um ser humano dura 9 meses, pode então considerar-se que aqueles 20 ou 30 minutos em que a pizza está em fase de cozedura é o equivalente a esses 9 meses. Depois, socorrendo-nos da regra de três simples, podemos determinar qual a duração média de vida da pizza em anos humanos. Então, faça-se a conta: se 20 minutos correspondem a 9 meses, então 60 minutos (esperança média de vida de uma pizza) correspondem a… 27 meses. Ou seja, na melhor das hipóteses – pense-se, por exemplo, nas entregas ao domicílio –, a pizza vive cerca de dois anos e meio. É, obviamente, uma mera estimativa. Isto significa que a pizza falece ainda bastante jovem – uma tragédia. Esta é uma analogia relativamente óbvia e fácil de se fazer. Tenho até algum receio que me falte a originalidade. A dificuldade neste exercício mental prende-se com o facto de nas pizzas não existirem cordas vocais nem pulmões para guardar o ar que, uma vez expelido, as faria vibrar. A isto, acresce que um miúdo com dois anos e meio não diz grande coisa. E bem assim, um miúdo de 15… Mas deixemos de lado essa impossibilidade. Porque tenho quase a certeza que se a pizza, ainda assim, conseguisse falar, diria: “Come-me à bruta!”.
Numa próxima composição: “E se o professor de matemática falasse?”.»

P.S.: Escusado será dizer que, daqui, não adveio nada de bom…

17 novembro 2006

Situações do caralho (literalmente)

Já de há algum tempo para cá que ando com uma sdfjhgsdfjklghsdflgjk
sdfgsdfgmc´´´rdfv
COLHÕES!!
asdfadg
comichão no escroto que me asf´gj5553
237090jg

dfsf
arre!
me impede de usar as mãos para outra 3'34534xcgfjº+s
gsdfgaet
BRUTALIZEM-ME!
sgvd5
coisa que não seja coçar o milheiral...
Daí, a minha ausência...
Mas ffffffffffosdda-sea asdf af asf
não se preocupem os meus leitores, porque já estou a ser sdjkfdg
penetrado!!!
medicado... por uma romena que teve o infortúnio (a sorte!) de nascer com oito dedos em cada mão.
Até já!

01 novembro 2006

Convenção Ortográfica da Língua Mirandesa

No extremo nordeste de Portugal, ao longo da fronteira a sul de Alcanices, entre a ribeira de Anguieira, a poente e a sul, e o rio Douro, a nascente, existe um conjunto de aldeias onde as pessoas utilizam entre si duas línguas: o português e o mirandês. Os dois idiomas convivem actualmente numa situação de diglossia, isto é, de desigualdade de utilização: o primeiro é utilizado em qualquer circunstância, o segundo tem um uso mais restrito, geralmente confinado à família e às relações entre vizinhos ou aldeias. No segundo ciclo do ensino básico, o mirandês é ministrado como disciplina optativa durante dois anos.

Exemplos de aplicação:

Yá se m'iba squecendo. El bai alhá nun solo por ber-te, mas tamien por te pedir algo. Num sei se l poderás atender, porque l que bai a pedir-te yê un fabor mui grande. Dará-le bida nuôba, dixo-me el.
L aire de l campo fai-mos sentir bien.
Nós bemos-mos manhana.

P.S.: Um gajo chegar a casa bêbedo às 3h50 da manhã resulta nisto... Um gajo dá importância a estas merdas...

23 outubro 2006

Aborto: Sim ou Não?



A minha mãe, desde que ouviu falar na pílula do dia seguinte, tem palmilhado todas as farmácias aquém e além fronteiras, numa busca messiânica, procurando adquirir a pílula dos 26 anos seguintes, que é para ver se me fode. Eu cá continuo tranquilo. Independentemente dos argumentos que possam ser usados a favor ou contra a utilização das tão afamadas pílulas e à margem da discussão científico-filosófica sobre se já existe ou não vida aos 26 anos - dúvida essa que se adensa no meu caso pessoal -, mantenho a minha posição. Sou totalmente a favor do aborto. Entendo que a mulher é dona do seu corpo e, como tal, apoio a minha mãe a 100%, qualquer que venha a ser a sua decisão. Mãe: Boa sorte!

Com a primeira de muitas colaborações artísticas de Lixo Atómico

10 outubro 2006

Que conas...

Hoje estou de luto. Ontem, o Conselho de Segurança da ONU designou formalmente o sul-coreano Ban Ki-moon como secretário-geral daquela organização. Ora, Ban Ki-moon poderá ter muitas virtudes, mas não tem o carisma e o saber de experiência feito do seu antecessor.
“Kofi Annan é reconhecidamente um dos maiores diplomatas que a cena internacional já viu e vai deixar saudades” – diz Abel Sousa, um dos empregados de balcão do café que existe mesmo em frente à sede da ONU, em Nova Iorque. Abílio Martins, o gerente do Café Restaurante Snack-Bar “O Cacete”, onde Kofi Annan se deslocava religiosamente todos os dias para bebericar o seu café matinal e emborcar um bom bagaço português, afirma, melancolicamente: “O Sr. Kofi – ou melhor, o Kofi, como ele gostava de ser tratado –, vai deixar muitas saudades aqui n’ 'O Cacete'. Todos gostávamos muito dele e vamos recordá-lo com amizade. Ele vinha aqui todos os dias, sentava-se na mesinha perto da janela e esperava pela sua vez. Would you like some coffee, Kofi? – perguntávamos. E às vezes ele não ouvia, porque era um pouco duro de ouvido, e tínhamos de repetir: Kofi! Coffee? Vai deixar muitas saudades.”
Desta sucessão ressalta já uma conclusão: o novo secretário-geral até poderá ter um nome engraçado de pronunciar, mas dificilmente se fará com ele alguma piada de jeito…

09 outubro 2006

E comer merda às colheres?

No seguimento do post anterior (vide vídeo), preparem-se... Parece que vai ser este domingo...