11 julho 2007

As cabras do Nuno

Meu caro Avó:

Pediste-me que te desse a minha opinião acerca da possibilidade de haver algum tipo de previsão jurídico-penal que contemplasse a exclusão do assassinato de pessoas que praticam filhas da putice enquanto conduta penalmente censurável.

Como eu te compreendo oh Avó. Por exemplo eu, ultimamente tenho andado com azar e não há dia que não chegue à cama e diga: "Hoje não me fizeram uma filha da putice ao domingo!".

Hoje então foi um martírio. Por razões que não lembra ao menino Jesus, passei o dia todo em casa. Como sempre, tive a TV ligada na SIC Notícias - à espera que a Ana Lourenço aparecesse - mas ela não apareceu...

Qual não foi o meu espanto quando, em vez da dita jornalista, começo a ser bombardeado à razão de 20 anúncios por hora a avisar todas as pitas deste mundo e do outro que as "3 amigas" da Netcabo iam dar à sola e que por isso iam fazer um mega-hiper casting pra contratar mais 3 adolescentes em idade púbere pra dar seguimento ao trabalho desenvolvido pela Joaninha, Ritinha e Teresinha.



Confesso que, como qualquer heterossexual normal, achei piada às primeiras vezes que os anúncios apareceram na televisão. As miúdas eram engraçadas e despertavam algum interesse pela candura e inocência que pareciam ter.

A dada altura os tipos do marketing da Netcabo tornaram-se gananciosos e decidiram despir as crianças e dar-lhes um look mais provocante. Agora já não eram as Ritinhas engraçadinhas e interessantezinhas. Agora encarnavam o papel de provocantes senhoras de meia idade que acordavam o pobre desgraçado que tinha de ir trabalhar de manhã com um sonoro e irritante "trim trim" rapidamente compassado.

Enfim... se tivéssemos ficado por aqui tínhamos ficado fartos mas ainda assim mentalmente sãos. Acontece que o pesadelo vai continuar. Vêm aí mais Heleninhas, mais Carlinhas e outras que tais acabadas em Inhas e que depois se transformam em Onas.

Oh Avó, se a ti te incomoda a tipa lá do trabalho a mim incomodam-me as Inhas deste país que tanto Inham e Trinam mas no fim vai-se a ver e são só 9,99€ por mês.

Mais valia deixar estar o bom do Nuno Filipe - que diga-se, dá uma lição de vida a estas meninas que personificam a mais contemporânea futilidade lisboeta. Elas vão pró Chile fazer snowboard, vão pra Bali fazer surf em ondas de 30 metros de altura, vão pró Parque das Nações fazer rappel de um prédio altíssimo. Enfim, tudo o que um jovem saudável português ambiciona fazer.

Já o Nuno Filipe depois de pastar as cabras e ainda tem tempo para percorrer o mundo, fazer amigos, receber e enviar músicas e ficheiros e tudo isto pela Internet. Grande Nuno! Tou contigo pah!

Deixo-te apenas um conselho amigo: Toma sempre muito cuidado com as cabras!

10 julho 2007

Assassinaturas...

Vídeo da Amnistia Internacional - vencedor do Leão Dourado no Festival de Cannes 2007.



Mais um vídeo a expressar um sentimento. O sentimento por que todos já passámos quando se nos acaba a tinta e temos que pedir um caneta emprestada. Há no entanto quem não tenha a quem pedir.

Dá que pensar...

Alegria no trabalho...

_“Oh meu grande filho da puta!” – disse-me, uma vez, o meu avô, ao mesmo tempo que me dava três bofetões no focinho por ter andado a vestir as cuecas da senhora sua esposa, minha avó.
_“Que é que foi, oh seu conas? Antes parecê-lo, do que sê-lo!” – disparei eu, a soluçar, antes de reparar que já vinha um punho de 50 quilos a cortar o ar na direcção da minha tromba. Nunca mais me esquece... E hoje recordei este pequeno episódio da minha infância enquanto me olhava ao espelho.

O meu avô era uma pessoa muito pacata e reservada, nada dado a grandes manifestações de alegria ou de tristeza. Antes desse dia, nunca tinha distinguido nas feições do meu avô outra coisa que não fosse uma aparente serenidade inata, como se o meu avô fosse um mero espectador da vida que se desenrolava à frente dos seus olhos, limitando-se a observar, sem emitir qualquer consideração, sem deixar transparecer para o exterior qualquer sentimento, sem se queixar, sem se regozijar com o que quer que fosse. Um ser inerte. Contudo, nesse dia, como tivesse o meu acto perturbado de forma irreversível a quietude de toda a sua existência, como tivesse o meu acto deitado por terra todo um projecto de vida, o meu avô explodiu de raiva. O olhar raiado de sangue do meu avô e os sulcos faciais com um quilómetro de profundidade davam-me a entender que, ao trajar a dita vestimenta feminina, havia tocado num ponto sensível. Nesse dia, fiquei a conhecer um outro avô, uma pessoa que eu ainda não tinha visto.

Isto vem a propósito do ambiente laboral que tenho vindo a experimentar por estes dias... Estou prestes a rebentar! Se ao meu amigo Zé Carlos andam a fazer umas filhas da putice aos domingos, a mim andam a fazer-me umas filhas da putice de segunda a sexta-feira, non-stop! Anda aí uma sujeitinha que me tira do sério... Há duas ou três coisas neste mundo que me deixam completamente fodido: o constante adiamento da consagração mundial do Benfica como M.M.C.F.T.H.H.A.S. (Maior e Melhor Clube de Futebol de Toda a História da Humanidade, Agora e Sempre!), o cantor “pimba” Toy (só a sua existência incomoda-me profundamente) e a puta da mania que os meus vizinhos têm de vir à janela de cada vez que eu entro ou saio de casa (era fodê-los a todos!).
E depois, há esta putinha que se passeia pelo meu local de trabalho... Esta putinha... Para terem uma ideia do ódio de morte que eu tenho a esta gaja, tentem imaginar uma mistura de Teresa Guilherme, com Júlia Pinheiro, com aquela gaja irritante que apresenta o programa da manhã da TVI com o Manuel Luís Goucha, com o Manuel Luís Goucha, com traços de Maria José Nogueira Pinto e aliem a esta mistela as piores características da gaja mais asquerosa que vocês já tiveram a infelicidade de conhecer. Agora imaginem o que significaria levar com essa merda em cima todos os santos dias. Todos os santos dias, todas as santas horas, todos os malfadados minutos, a levar com perguntas do tipo “Então? Que estás a fazer?”; “Então? Muito trabalho?”; “Então? Estás aqui?” ou com merdas do género “Ai... Está tanto calor...”; “Ai... Que seca...”; “Ai... Isto...”; “Ai... Aquilo...”; “Ai... Ai...”. Foda-se! Cala-te, caralho! Eu dou-te o “Ai”! Ela sabe que nem a posso ver à frente e sabe que me interrompe e destabiliza, mas sinto que o meu mal-estar lhe dá prazer... Enfim, já fazem uma pequeníssima ideia. Agora imaginem essa cabra no fundo de um buraco, com as pernas partidas, na agradável companhia de um porco esgazeado de fome, a ser lentamente comida por este animal. E agora imaginem-me cá em cima, a gritar para o fundo do buraco: “Então? Que estás a fazer? Está tanto calor, não está?”, ao mesmo tempo que esvazio um frasco de ketchup em cima da sujeita, de forma a tornar a sua ingestão mais agradável ao porco. É uma imagem tão linda, não é? Tudo bem que a gaja até tem umas tetas boas, mas o que é demais é fastio!

Enfim... Sonhos... Oh Zé Carlos, será que nunca mais legalizam o “homicídio por filha da putice da vítima”?

Prémio "Esgotaram-se as ideias"

Senador Democrata Mike Gravel - Vídeo promocional de candidatura à Presidência dos E.U.A. em 2008.



Dá que pensar...ou então se calhar não dá.

Um clássico...

Jefferson Airplane - White Rabbit (The Rock Scene, 14 Sept 1967)



Começamos hoje uma selecção de vídeos que, por uma ou outra razão, exprimem um estado de espírito.

O de hoje é inspirado no tipo que vive comigo.

Pretende-se acima de tudo demonstrar como as drogas podem ter efeitos tão benéficos em certas pessoas e noutras ter efeitos tão inúteis, nesfastos e... inúteis.

PS: Os primeiros 8 segundos não têm som.

09 julho 2007

"As notas"


Hoje soube da minha avaliação final no curso de estivador que tenho vindo a fazer há já cinco meses e meio. Infelizmente o mestre Rui (responsável pela minha iniciação) disse-me que a ANEP - Associação Nacional de Estivadores Portugueses, não vai emitir a minha cédula. Ao que parece falhei redondamente nas disciplinas de Cargas Mistas 2 e de Gruas Móveis 1.

Se por um lado compreendo que a GM1 a sotôra Paula me tenha chumbado (depois de ter deixado cair ao Tejo aquele contentor cheio de Corn Flakes - que diga-se, fizeram as delícias das taínhas que por ali rondavam) não percebo qual foi a cena do mestre Zé Alberto em me dar um 5 a CM2!

Cada vez mais sinto que andamos a ser %&#$=?* pela Administração do Porto de Lisboa! Esse tipos mandam mais que o Governo! Fdx! Querem é que os que lá andam engordem cada vez mais... caladinhos não chateiam ninguem! Não é assim Silva (da Doca 3)?!

Que corja!

Todos sabemos que o mercado da estiva não está saturado e que dá pra empregar muitos mais que, como eu, andam a dar o litro todos os dias no curso.

Gente rude, esta do mar.

06 julho 2007

04 julho 2007

E as taxas de juro do crédito à habitação que não param de aumentar?!?!?


É com grande prazer que escrevo pela primeira vez neste blog de alarvidades, anormalidades e outras que tais.

Como não podia deixar de ser, trago-vos hoje apenas mais uma alarvidade - uma de entre tantas que grassam por este país fora.

Tenho andado meio em baixo com umas filhas da putice que me têm feito aos domingos e por isso nos últimos dias qualquer sinal de estupidez atroz desperta em mim vontades suicidas. Não me levem a mal a embirrancia mas digam-me: já viram os anúncios do Queijo Limiano?

Cá eu estou positivamente incomodado com o anúncio do dito lacticinio.

Já não bastava a quantidade de programas de entretenimento imbecis e de qualidade duvidosa que pelo nosso país se vão fazendo, que agora, qual TVI permanente, somos também remetidos para uma espécie de elogio à ignorancia na publicidade ao ex-libris de Ponte de Lima.

Num desses anúncios aparece uma Sra. de aparência humilde a quem é perguntado qualquer coisa como "qual é a sua opinião acerca do referendo ao aborto?".

Ora a Sra. fica inexpressiva durante um bocado e passados uns segundos, como Charlie Chaplin em "Os tempos modernos", começa maquinalmente a debitar o processo de fabrico do dito queijo: "O Limiano repousa x dias à temperatura de 12º e com uma humidade relativa de 60%" mais coisa menos coisa.

Dizem-me que há mais versões... um Sr. com o mesmo aspecto rural com um gorro enfiado na cabeça que diz "O queijo Limiano é amassado quinzenalmente com os pés... daí o seu cheiro caracteristico e aspecto tosco. A única coisa que não presta é a casca - que é vermelha".

O anúncio termina como começou, com um narrador de voz sóbria e nada rural (era capaz de jurar que é aquele tipo dos anúncios sofisticados do Pingo Doce) a dizer qualquer coisa como: "Quem faz o Limiano não tem opinião acerca da localização do futuro aeroporto internacional de Lisboa, mas percebe de queijo!"

O que dizer perante isto?

Mas esta gente não tem o mínino de bom senso?!? Que país é este que tanto faz e acontece e que preside à União Europeia, que tem o Cristiano Ronaldo, que tem o http://www.artecorporal.org/ e as marchas populares e depois, como se de o mesmo país não se tratasse grita bem alto: "A malta aqui está-se a borrifar lá pós assuntos sérios e chatos! Nós queremos é saber fazer queijos!!!".

Enfim... desculpem-me o apontamento irritado neste que é o meu primeiro texto neste blog, mas é como vos digo, têm-me feito umas filhas da putice aos domingos e por isso ando assim... sem paxorra para assuntos sérios.

Quem me dera saber fazer um Queijo.
ZC

26 junho 2007

Private joke II

Mister: _ Vais trabalhar?
Ansião: _ Contigo aqui, não!

Private joke I

Mister: _ Que caralho!
Ansião: _ Sim, eu sei.

20 junho 2007

Knock knock knock na bichana!


A pedido de muitas famílias e associações evangélicas, decidi coser o cu e a boca, para assim nunca mais defecar e, dessa forma, alcançar aquilo que eu e muitos outros tanto ambicionam: uma morte cruel e aflitiva, atulhado em esterco, que é para não destoar da vidinha de merda que tenho vindo a fazer...

18 junho 2007

Mai'nada!

11 junho 2007

Dúvidas

"Rodolfo said...
Sabes como é. Ouviram dizer que eras rabeta... aparecem logo nos sitios que menos podias esperar. Põe-te a pão Avó... antes que o pau se ponha em ti! "
Rodolfo, in comentário a "O míldio estraga as culturas"

Caro Rodolfo, agradeço o reparo oportuno e sapiente. Efectivamente, e colocando de lado as incongruências e confusão alimentícia evidenciadas no teu discurso (“pão/pau” – cada um saberá o que enfia na boca), parece que há por aí pixa avulsa que mal ouve falar em bichanice logo se apressa em colocar-se a jeito de “pode-ser-que-pegue”. Mas meu caro, já me dizia um outro detractor, enquanto lhe estraçalhava a tripa à pancada de chouriço com veia: “Foda-se, oh Avó! Quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele!”. Palavras sábias.
Por outro lado, e ao contrário do que se possa pensar, as dúvidas acerca da sexualidade do Avó são salutares. Primeiro, porque a dúvida lança a curiosidade no seio e nos seios do sexo feminino. E já se sabe como a curiosidade é pródiga em matar gatos. Ou, neste caso, gatas. Segundo, porque ao lançar a curiosidade, lança também a desordem na cabeça de muitos pseudo-machos "latrinos": “Pois se até dúvidas há acerca do Avó, o que se dirá de um mero lambe-cus como eu?”. Por isso, Rodolfo, não desesperes. O Avó sabe cuidar de si.
Quanto à praga que grassava no meu quintal, o problema já se encontra resolvido - adquiri um rottweiler que não comia há um mês.

06 junho 2007

O míldio estraga as culturas...


Não sei bem porquê, mas parece que andam a crescer umas coisas estranhas no quintal...

05 junho 2007

Post Post Scriptum

É bom constatar que ainda existe um ou outro indivíduo capaz de me surpreender e de me fazer esboçar o mais pequeno sorriso - amarelo, como sempre. Em resposta às soluções por mim dadas no post anterior, o Zé prendou-nos com a sua capacidade de inovar e de proferir alarvidades como se não houvesse amanhã. Deixo-vos o seu comentário. Assim, e porque o laço do matrimónio é por vezes pesado demais para ser suportado por apenas duas pessoas, estou tentado a solicitar a colaboração do nosso amigo Zé Carlos. Estou casado com o Bicos e Tricos há cerca de dois anos, pelo que está na hora de dar um novo alento a esta merda. Além do mais, como um dia disse André Maurois quando a sua ex-esposa lhe ficou com a casa depois do divórcio, "o casamento é um edifício que deve ser reconstruído todos os dias". Um gajo que faz analogias estúpidas com a construção civil não pode estar à espera de mais... Mas vá... Zé Carlos, vamos a isso?
Zé Carlos said...

Meu caro Avó:
Tenho-te a agradecer as sugestões que me fizeste para o problema com que me tenho vindo a deparar.
Posso-te aliás confirmar que já tentei pôr em prática uma ou outra das soluções que, tão oportunamente, fizeste o favor de maquinar. Devo dizer que gostei particularmente da ideia relativa às mensagens subliminares. Não me acanhei e cá vai mensagem subliminar... Atirei-lhe: -"Oh #%&$^), a tua namorada anda rouca que nem um bezerrinho! Tenho notado... Manda-lhe as melhoras!" Não sei se ele percebeu. Olhou para mim com uma expressão inexpressiva e virou costas. Enfim... Este gajo mexe mesmo comigo!
Decidi também improvisar um pouco oh Avó. Enviei não só a dita mensagem subliminar como, aproveitando para inovar, endereçei-lhe uma mensagem sub-laminar. Passo a explicar. Escrevi uma tira de papel autocolante com o seguinte conteúdo: "A malta cá de casa agradecia que tu e a tua rameira de Bordéus fizessem o obséquio de, no futuro, tentar grunhir com mais moderação e cautela... não vás tu algum dia entrar em casa com os phones enfiados nos cornos e te depares com um bastão de basebol a entrar pela boca adentro". Ora, colei a tirinha num cutelo que comprámos no chinês aqui ao pé de casa e espetei-lhe com o dito facalhão na porta do quarto. Mas repara, oh Avó, pus a lamina com a mensagem virada pra baixo. Tá bom de ver que se trata de uma mensagem sub-laminar.
Vou esperar uns dias para ver quais são os efeitos práticos das minhas sub mensagens. Pode ser que o amigo perceba.
Um abraço, do teu sempre atento leitor,
Zé Carlos
12:12 AM, Junho 05, 2007

04 junho 2007

Bicho-macaco

"Em grande oh Avó! Que clareza de ideias... Todos atacassem os problemas com a rectidão escatológica com que tu, oh Avó, o fazes. Aproveitando a deixa, deixa que te questione acerca de algo que me tem vindo a dar que pensar. O meu colega de apartamento até é um bom rapazola. Tirando um ou outro pormenor estético nada lhe tenho a apontar. Excepção seja feita a dois comportamentos, tribais (?) que, de forma não pouco convicta, insiste em continuar a ter. Ora, o referido sujeito insiste em passar horas seguidas a escutar, como que em transe a mesma batida (musical?). Não fosse a dita batida sempre igual, ainda uma pessoa não dava por nada... já assim torna-se incomodativo e gerador de vontades segregadoras do mesmo. Para além disto, oh Avó, o mesmo tipo insiste em praticar durante a cópula com a respectiva consorte tribal, grunhidos que se ouvem pela casa toda e que não são, de todo em todo, associáveis ao acto copular que tanto nos fascina. Ora, é bom de ver que o status quo que aqui relato, em nada é propício ao fomento das relações de vizinhança nas sociedade hodiernas. Não te parece, oh Avó?Diz-me agora de tua justiça. Que pode um pobre residente meeiro perante tal desafio fazer? Mas reitero-te, oh Avó, eu até gosto do moço...Um abraço,Zé CarlosP.S. Na senda da dúvida que aqui te deixo, oh Avó, interpelo-te no sentido de implementares um consultório informal de apoio a problemas tão prosáicos como este."
Zé Carlos, in comentário ao Disfuncionalismo público

Mais uma vez, o Avó é chamado a dirimir conflitos. Gosto. Ora, o que sucede? O nosso amigo Zé Carlos vive atormentado por um problema que, diga-se, é um problema do caralho. Não no sentido tradicional do termo (entenda-se, problema irresolúvel), mas “problema do caralho” porque é, efectivamente, um problema que se prende com a existência de um determinado caralho que, no desempenho da sua função fodilhona, origina uivos e peidinhos-de-cona audíveis de Santa Apolónia à Rua Sésamo.
Antes de mais, não é despiciendo relembrar o quão agradável esta situação se pode revelar, mormente, se nos apetecer uma bela punheta e, enfim, o canal televisivo das situações pinâncias estiver codificado. As minhas punhetas mais deliciosas ocorrem quando os meus vizinhos do andar de cima decidem rebentar um com o outro à piçada-conada – os guinchos histéricos dela e os rugidos animalescos dele quase que evocam uma Odisseia épica. A mesma situação pode vir a revelar-se extremamente útil quando, por exemplo, levamos visitas importantes a casa. Todos nós podemos imaginar os momentos divertidos que um violento arfar vindo de um quarto fechado pode proporcionar: os sorrisos dissimulados, a troca de olhares cúmplices, o humedecimento por simpatia, etc.. E se o dito ruído vier acompanhado de um cheiro a bafio, tanto melhor. O mais provável é que alguém se lembre “E porque é que não nos juntamos à festarola e vamos todos foder que nem cães desvairados?”. Zé, se os grunhidos do teu co-locatário são ou não “associáveis ao acto de copular”, já estou como o outro: “Foda é foda, quer te fodas, quer me foda!”. Por outro lado, é meu dever elucidar o Zé Carlos para a situação potencialmente geradora de lucro em que toda esta devassidão se pode tornar. Zé, tens uma câmara de filmar? Tens Internet? Do I need to say more? Há sempre um qualquer atrasado mental num qualquer ponto do mundo que estará disposto a pagar balúrdios para ver um casal de Neandertais a debulharem-se à moda antiga. Pelo menos, eu pagaria... Mas aqui o nosso amigo Zé Carlos sente-se incomodado. E eu estou solidário. Nestas ocasiões, gosto de relembrar o meu avô e o seu provérbio preferido: “Haja língua para lamber e dedos para coçar!”. Sim, eu sei – este adágio não é propriamente o mais ajustado ao contexto, mas é sempre um bom provérbio para ser recordado. Mas o meu avô diz mais: “Amigos, amigos, anda cá que eu já te digo!”.
Então, como solucionar o problema deste nosso amiguito?

Solução n.º 1: Assim de repente, e sem tomar balanço, lembro-me, por exemplo, de ter visto um documentário televisivo, na SIC, sobre animais perigosos... Hehe... Isto faz-me rir... Bom, o mencionado programa referia uma espécie de peixe (ou lá o que caralho era aquela merda) que tinha a mania de se introduzir na uretra de um gajo, onde se acomodava e fixava, usando, para o efeito, espinhos. Não deve doer nada. Todavia, esta é uma solução de difícil concretização, a menos que o sujeito resolva, num belo dia, ir nadar nu para a amazónia (de preferência com a pixa a sangrar). Ou então, o nosso Zé Carlos terá de adquirir esta espécie por um qualquer meio dúbio e esperar que o sujeito tome um banho de imersão e adormeça. São muitas variáveis a ter em conta. É uma solução estúpida. Desculpa, Zé.

Solução n.º 2: gás pimenta nos boxers/cuecas do sujeito. Já experimentei e posso assegurar que arde (um bocadinho) e que a última coisa em que um gajo pensa é em foder. Quando muito, apetece é cortar o bacamarte.

Solução n.º 3 (e esta é a que me parece mais adequada): tenho um amigo que trabalha nas docas de Alcântara. Por € 500, aluga um contentor vazio. Sem perguntas. No dia 13 de cada mês, sai um barco da doca com destino incerto, carregando o referido contentor e o que quer que seja que se encontre dentro dele. Quem semeia ventos e o caralho-a-oitenta!...

Solução n.º 4: Mensagens subliminares. Zé, quando te cruzares com o sujeito, atira para o ar: “Pareceu-me ouvir mil ursos a rugir... Alguém tem ursos cá em casa?”; ou “Então? Estiveste a foder ou a esfolar uma vaca?”. Pode ser que ele perceba.

Solução n.º 5 (a minha preferida): gravar o rosnanço no telemóvel e configurar o dito cujo como toque predefinido. Não adianta de muito quanto à resolução da situação, mas é um óptimo quebra-gelo, sobretudo se o telemóvel tocar numa repartição de finanças.

Ok, Zé? E repara que as soluções aqui explanadas aplicam-se, mutatis mutandis, à falta de gosto musical do besugo. E não digas que vais daqui! – diz antes que vais dali.

P.S.: Eu reparei que o nosso Zé sublinhou o facto de “gostar do moço”. Nesse caso, há sempre a possibilidade de lhe dizer, educadamente: “Ou paras de grasnar enquanto fodes ou estoiro-te com os colhões com as minhas botas de biqueira de aço!”.

13 maio 2007

Disfuncionalismo público

É de enaltecer o esforço levado a cabo por este Governo para reduzir a burocracia nas instituições e serviços do Estado. Contudo, após uma “breve” deslocação à Conservatória do Registo Predial (entenda-se, “breve” como em “Breve História do Tempo” ou “A brevidade do cosmos” ou “A brevidade da Humanidade na História do Universo” – esse tipo de “breve”), apercebi-me, da pior forma, de que as medidas que têm vindo a ser tomadas são como os ambientadores que a minha mãe compra para disfarçar os peidos do meu pai. Se, à primeira vista e após os primeiros minutos, até parecem uma boa ideia, logo o primeiro peido trata de deitar por terra toda e qualquer esperança.
O que a minha mãe não entende é que, para se livrar dos peidos do meu pai, há que actuar não a jusante, mas a montante, ou seja, sobre a própria pessoa do meu pai. Do que adianta andar a espalhar desodorizante pela casa se, pouco tempo depois, logo se instala o mesmo fétido e arrepiante cheiro a leite coalhado misturado com ovos podres e produtos orgânicos em decomposição? O que a minha mãe tem que fazer é actuar sobre a origem do problema – alterando o tipo de alimentação do meu pai, confeccionando sabonetes perfumados com sabor a baunilha em todas as refeições, por exemplo. Se isso não resultar, há que, subtilmente, fazer ver a gravidade do problema ao “prevaricador”. Uma das soluções passa por lhe cagar na boca enquanto dorme (uma solução que pode resolver a maior parte dos problemas com que as sociedades contemporâneas se deparam). Fazê-lo “provar” do seu próprio remédio. Depressa se aperceberá de que é imperativo mudar de atitude. O mesmo se passa com as medidas do Governo. Por mais bem intencionadas que sejam, não servem para nos livrar da podridão que infecta os serviços públicos, e que tanto atrasa este país. Ora, de nada vale agilizar e promover a celeridade na administração pública se os funcionários que a servem continuam estúpidos, mal-educados, burros e, sobretudo, preguiçosos – tal qual os funcionários com que me deparei na passada sexta-feira na Conservatória. Neste caso, o problema está a jusante. Assim, lanço um repto ao Governo: se os funcionários públicos insistirem na mesma lentidão desesperante, há que lhes cagar na boca.

12 maio 2007

Azul?? Foda-se! Mais vale paneleiro!

Já fui apelidado de muita coisa: de "bêbado" a "nojento", passando por "enrabador" e "fornicador-de-animaizinhos-de-estimação-tipo-cágados", já ouvi de tudo. Nunca tinha sido apelidado (seriamente) de paneleiro. Quer dizer… Já. Mas nunca com esta seriedade e com esta certeza e clareza de espírito de quem acusa. Ainda por cima, no local de trabalho, lugar de seriedade por excelência. E eis que, perante tamanha acusação, proferida ontem, tudo fez sentido. Foi como que... uma catarse. Apercebi-me que desde que os títulos dos textos deste blog ganharam, inexplicavemente, uma coloração azul, deixei de escrever. Como toda a gente sabe (exceptuando o meu pai, que esse é daltónico), a cor azul é conotada com os “tripeiros” – futebolisticamente falando. Mas mais do que isso: a cor azul é associada aos rapazes, ao género masculino, enquanto que o cor-de-rosa é associado às raparigas. Subitamente, dei-me conta que tenho mais inspiração se me imaginar a escrever sob uma epígrafe rosada, qual cu de bebé, do que sob um azul másculo – tal como o presente escrito claramente pode comprovar. Nessa conformidade, é inevitável a pergunta: Serei gay? Talvez… Não sei. A minha namorada parece querer convencer-se que não sou. Mas, independentemente do que possam vir a pensar, prometo que amanhã vou alterar a cor dos títulos deste blog para cor-de-rosa choque! Pode ser que as dúvidas se dissipem e reinicie a minha escrita neste blog de uma forma mais regular. Inté! (Forma de despedida tipicamente homossexual)

11 abril 2007

Mea culpa

O Primeiro-ministro José Sócrates, há coisa de dois segundos atrás (são 21h50m27s), insurgiu-se contra as insinuações de falta de carácter feitas por certos bloggers que infectam a blogosfera...
É pá... Tens razão, oh Zé! Desculpa lá qualquer coisinha... Fazemos assim: a próxima ida às putas fica por minha conta. Não te esqueças de levar a mordaça, que a minha ficou toda cagada da última vez...

05 abril 2007

Sic transit gloria mundi

Há três ou quatro coisas que, por mais que me esforce, me escapam ao entendimento: como funciona o sistema de esgotos, canalização, escoadouros e escoamentos; porque é que o coelhinho da Páscoa põe ovos; o processo de eleição do Presidente do CDS/PP, e o alarido em torno da licenciatura de José Sócrates. A propósito desta última dúvida metafísica, o que se diz acerca de a licenciatura de José Sócrates ser uma não-licenciatura, só vem dar razão aos que afirmam que o homem, além de visionário, é um profeta. Porquê? Porque adivinhou que a Universidade Independente (UnI), mais tarde ou mais cedo, fecharia portas, assim que os governantes se dessem conta da incompetência que lavra naquela Universidade, que serve apenas para formar trolhas, recolhedores do lixo e apoiantes de Salazar (com todo o respeito que merecem os trolhas e os recolhedores do lixo). Ora, o jovem José Sócrates cedo se apercebeu que uma licenciatura tirada naquela Universidade de nada lhe valeria. Assim, nem se deu ao trabalho de a concluir. No momento em que este vosso escravo se vos dirige, ainda não se conhece a decisão do Ministério do Ensino Superior sobre a continuidade da Universidade. Mas eu já sei qual vai ser o desfecho…
Sendo José Sócrates, neste momento, Primeiro-ministro, poderia parecer, à vista desarmada, que mandar encerrar a UnI seria uma espécie de venire contra factum proprium – conceito que me faz sempre lembrar o idiota que cortou o próprio pénis ao tentar abrir um pacote de vinho e que depois veio a publicitar o extraordinário feito num jornal nacional. Não sei se José Sócrates alguma vez abriu um pacote de vinho e não me interessa saber se ele alguma vez cortou o pénis, mas aquilo que sei é que encerrar as portas à UnI é uma estratégia que há muito havia sido delineada pelo próprio Primeiro-ministro. Na verdade, quando José Sócrates ingressou naquela Universidade, depressa chegou à conclusão de que o curso de Engenharia ali ministrado era um valente cagalhão. Consequentemente, o aluno José Sócrates decidiu tornar-se um autodidacta e aprender por si só a arte e o ofício da engenharia – civil e humana.
Segundo consta em círculos restritos de cerzideiras, quando José Sócrates perdeu a virgindade, contava apenas com 12 anos de idade e frequentava a Escola Secundária 1+8 de São João Ratão (se investigarem mais a fundo, descobrirão que J.S. não só não acabou a licenciatura como saltou directamente da escola primária para a escola secundária, sem passar pelo ensino preparatório), ter-se-á apercebido que a cona da jovem com quem encetou “negociações” pingava que nem um ribeiro. A sua mente inocente logo o fez acreditar que havia descoberto um lençol de água. Reza a história que, mais tarde, quando tomou a decisão de abandonar o curso “superior” da UnI e se voltou a aperceber que, sempre que enfiava o seu bastão ministerial em bichana humedecida, esta invariavelmente se esvaía em água, logo se apressou em elaborar um plano para instalar uma mini-hídrica à saída de cada fontanário vaginal. Ora, se isto não é perceber de Engenharia, então não sei o que é! Vê-se logo que o homem é inteligente, visionário e tem sentido de oportunidade! Logo ali, há mais de dez anos, José Sócrates iniciou a sua luta pelo que viria a ser a sua causa ambiental e a aposta pessoal nas energias renováveis. "Ah! Mas ele não é licenciado!"... Pormenores... Até parece que já estou a ver, daqui a uns anos, todas as mulheres a ostentarem no meio das suas pernas uma barragem hidroeléctrica. Pois claro! Há que aproveitar este recurso natural tão valioso!

P.S.: Como terão reparado, neste post usei duas expressões em latim – sic transit gloria mundi e venire contra factum proprium –, o que significa, nos termos da lei em vigor que regula as postagens em blogs, nada de especial. Todavia, em virtude da idiotice do texto que acabei de escrever, voluntariamente me sujeito a ser açoitado em praça pública com 10 vergastadas.

13 março 2007

Caso Esmeralda vs Caso Jesus, o Cristo

A propósito do mais que badalado caso de Torres Novas, sinto-me compelido a tecer algumas considerações, enquanto esfrego o escroto de rejúbilo. Ora, o que é que sucede? Apreciemos os factos:
1. Baltazar pina Aidida Porto, de nacionalidade brasileira.
2. Cidadã brasileira incha e dá à luz uma saudável menina – Esmeralda.
3. Aidida entrega a criança ao casal Luís Gomes e Adelina Lagarto, que a cria como se fosse sua.
4. Decorridos 5 anos, e após uma longa batalha judicial, o Tribunal ordena a restituição da menina ao pai biológico.
5. Luís Gomes, “pai afectivo” de Esmeralda, é condenado a 6 anos de prisão por sequestro agravado.

Deparada com esta sucessão de factos, é natural que a opinião pública se exalte e estrebuche que nem um animal ferido. Na verdade, juridicamente falando, estamos perante um valente arraial de merda. Sem contestação. Isto porque este caso fere a nossa sensibilidade, e mais do que a nossa sensibilidade, fere também o nosso ânus, porque nos entrou pelo cu acima até ao goto sem pedir licença! Todavia, do que as pessoas se esquecem, é que, na história da humanidade, este tipo de casos são frequentes. Veja-se, por exemplo, o caso Jesus Cristo, que abalou profundamente a sociedade de há dois mil e sete anos, e do qual ainda hoje se sentem repercussões. Há mais ou menos dois mil e sete anos – mais coisa menos coisa –, nasceu Jesus, fruto de uma relação (imaculada!!!) de sua mãe com Deus. José, “pai afectivo” de Jesus, criou-o até à sua maioridade, altura em que Deus, pai biológico, o reclamou, sob o argumento de “servir um bem superior”. Inconformado, José bem interpôs recurso da decisão, mas foi em vão. Ter-se-á esquecido que Deus é omnipotente e o Juiz de última instância.
Ora, comparando as duas situações, deparamo-nos com uma equação curiosa. É que, in casu, invertem-se os papéis… Neste caso em concreto, o carpinteiro é o pai biológico – Baltazar. A conclusão é óbvia – Esmeralda é omnipotente e omnisciente. Foda-se, as conclusões a que um gajo chega quando está sob o efeito de drogas!...

06 março 2007

João 1:1-3


"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por meio dele."
Mas afinal, qual seria esse "verbo"? Eu tenho para mim que seria o verbo "cagar", conjugado na primeira pessoa ('A' primeira Pessoa - Deus) do presente do indicativo - Eu cago. E porquê? É simples. Que outro verbo poderia dar origem a coisas tão sublimes e belas como o Universo, os planetas, as estrelas e, ao mesmo tempo, tão grotescas e asquerosas como o Alberto João Jardim, o "Major" Valentim Loureiro e eu próprio?

27 fevereiro 2007

No consultório...

_ Doutor! Doutor, beije-me!!! Beije-me como se não houvesse amanhã!

_ Oh minha senhora, não posso... A ética profissional não mo permite... Eu nem devia estar aqui a foder consigo!

13 fevereiro 2007

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhh foda-se!!!

Olha que foda-se! Esta semana é só boas notícias atrás de boas notícias, ou o camandro! Depois da desilusão que foi o referendo ao aborto, agora é a Coreia do Norte... Então não é que Kim Jong Il cedeu perante as pressões internacionais e vai desmantelar a capacidade nuclear do seu país? Caralho... A continuar assim, qualquer dia é o Irão... E se assim for, quem é que vai mandar esta merda toda com os porcos? Ai ai ai ai ai! Terei de ser eu? Só me apetece amputar um pé! Venham-me ao rabiosque e coloquem-me a seguinte questão: "O Exmo. Sr. Inácio vai desejar batatinhas a acompanhar?". É caso para dizer: a montanha pariu um rato... Um rato? Um rato não... Um peido! E se pariu, antes tivesse abortado, caralho!

12 fevereiro 2007

Quer dizer...


Pensando melhor... O aborto já devia ser permitido há muito tempo...

"Sim"? "SIM", caralho??

Foda-se... Ontem foi desferida a primeira machadada... A resposta dada a este referendo pode vir a constituir um enorme entrave à minha continuidade enquanto ser vivo...

08 fevereiro 2007

Os conselhos do Avó

Através da leitura dos inúmeros mails, cartas anónimas e mensagens de telemóvel que me ameaçam de morte, tenho constatado que existe uma enorme preocupação social por parte dos leitores deste blog que não me deixa, nem pode deixar, indiferente. Um mail em particular, que continha um vírus que me fodeu as dezenas de gigas de pornografia que eu guardava no computador – inclusive um filme que envolvia uma artista circense, um cavalo lusitano, uma cana de pesca e um saca-rolhas enferrujado (aproveito desde já para te agradecer, oh meu grande filho da puta) –, colocava-me uma questão pertinente e um desafio. Dizia: “Oh Avó, tendo em conta a enorme experiência de vida que tu pareces ter, e sabendo nós que foder à canzana origina borboto – e, em casos marginais, ‘Falhas’ ao nível cerebral –, que conselho darias às gerações mais novas para enfrentar as dificuldades deste mundo?”
Quando se trata de aconselhar os mais pequenos e indicar-lhes um caminho neste labirinto existencial, não sou parco em palavras. Assim, e respondendo ao repto que me foi lançado (qual Avó Cantigas!), deixo-vos o adágio que o meu pai, na minha idade pueril, me sussurrava ao ouvido, todas as noites, enquanto me aconchegava os lençóis: “Mais vale rico e com saúde do que pobre, careca, feio, com um cancro em fase terminal no esófago e completamente esventrado e nu debaixo de um comboio de mercadorias carregado de gás butano prestes a explodir”. Claro que, nessa ocasião, o facto de se ser careca será a menor das preocupações. Mas isso já sou eu a conjecturar.
Curiosamente, coincidência ou não, essa exacta situação veio a acontecer a um amigo meu de seu nome Lowlee, e até era capaz de apostar que não terá sido nada agradável! Só que esse meu amigo não era pobre. Efectivamente, segundos antes de se ter precipitado sobre os carris do comboio, saltava euforicamente, pois tinha acabado de ter conhecimento que lhe havia saído o primeiro prémio do euromilhões e o seu médico garantia-lhe que o cancro se encontrava em clara regressão. Foi pena o gás ter explodido… Ou será que sonhei? Bem, não interessa. A ideia essencial a reter é a seguinte: sejam ricos e com saúde, antes que venha aí um comboio que vos foda a vida.

02 fevereiro 2007

SIM ao aborto à machadada!

A minha mãe já me avisou, enquanto se ria maquiavelicamente, que, se ganhar o 'sim' neste referendo, a lei que lhe seguirá terá efeitos retroactivos... Tou bem fodido com esta merda...

18 janeiro 2007

Pessoal! Pessoal! É só para avisar...

certas e determinadas pessoas que, enquanto lêem Voltaire e sorvem licor de ananás, gostam de ser penetradas no ânus.

16 janeiro 2007

Amnésia selectiva

Já passaram três anos, e André Sardet continua sem saber o que é que lhe aconteceu... Mas eu faço uma pequena ideia...

14 janeiro 2007

Risco - o Jogo

Na semana transacta, a companhia russa Transneft cortou o abastecimento de petróleo à Alemanha, Polónia e Ucrânia. Segundo responsáveis daquela companhia, o oleoduto Dujba (‘oleoduto da Amizade’), que atravessa a Bielorrúsia, estará a ser alvo de bloqueio por parte de Minsk, que, de forma ilegal, se está a apropriar de grandes quantidades de crude. Polacos e alemães denunciaram o corte no abastecimento. O Governo ucraniano, através do porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, já avisou: “Assim não jogo!”.
A Alemanha prepara-se para retaliar, e já mandou suspender as negociações para a compra do novo submarino russo – ‘O Fofinho’. Por sua vez, para manter o nível das suas reservas energéticas, a Polónia ordenou o imediato regresso ao país do ‘Petroleiro do Amor’, e do ‘Petroleiro da Ternura e Benevolência’, que se encontravam estacionados no Mar do Norte – também conhecido como o ‘Mar da Boa Onda’. Estão de sobreaviso as bases militares de ‘Hostilidade’ e de ‘Olha-que-chatice’, prontas para qualquer eventualidade.
Perante o escalar das retaliações, o Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, apressou-se a vir a palco para tentar colocar um ponto final na situação, anunciando, de forma peremptória: “Rebenta a bolha!”, ao que o Governo russo retorquiu: “O jogo é meu! Eu é que mando!”. Em declarações à Agência noticiosa ‘Diz-que-disse’, o Ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado, preconizou que a solução para esta contenda passaria por um compromisso entre todos os envolvidos, do tipo “quem falar é burro e cheira mal”. George W. Bush é que parece não estar pelos ajustes, e já se pronunciou sobre o diferendo: “Foda-se! Acabem lá com essa merda! Quando é que sou eu a jogar? Quero mandar as minhas tropas TODAS p’ró Iraque, caralho!”.
Assim, enquanto os E.U.A. denunciam o seu derradeiro objectivo – ocupar todo o Médio Oriente –, parece estar iminente uma nova crise energética na Europa. Os dados estão em cima da mesa. Esperemos pela próxima jogada.

05 janeiro 2007

A propósito...

28 dezembro 2006

Urinol universal: a porca da tua boca


Muita bicha delambida me tem sugerido: “Oh Avó, tu que és tão sapiente, sabedor de todas as justiças e de todas as coisas do Homem, não nos podes dar uma lição sobre a problemática da qualificação jurídica no âmbito do Direito Internacional Privado? Por favor! Vá lá! A sério!” Meus caros conas, por muito pertinente que esse tema possa parecer no actual contexto internacional e sem querer menosprezar tão delicioso assunto, vou, ao invés, debruçar-me sobre algo quiçá mais aborrecido, mas, a final, bem mais enriquecedor. Falo-vos do programa televisivo que a RTP se prepara para estrear em meados de Janeiro – Grandes Portugueses. Sem querer aqui analisar as virtudes – ou a falta delas – do referido programa, venho apenas lançar mais uma sugestão de voto, a juntar à lista de sugestões já divulgada no site da RTP, para que os atrasados mentais que lêem este blog saibam em quem hão-de depositar o seu voto. Eu tenho para mim que a maior portuguesa de todos os tempos já foi encontrada. Sim, é uma mulher. O que é que esperavam? Trata-se da filha da costureira que vive no prédio encostado ao meu, mesmo por trás do estádio do OFC (Oporto Futebol Clube), e que é uma puta de fazer corar caralhos. “Carolina Agridoce” é o nome da mocinha.
Digam o que disserem, para mim, uma boa puta faz mais falta a qualquer estado civilizacional do que um grande economista, um cientista brilhante ou um Chefe de Estado excepcional. Um trabuco bem chupadinho é bem melhor do que receber um prémio Nobel ou do que fazer a primeira viagem de circum-navegação, caralho! Se o próprio Fernão de Magalhães não tivesse na sua nau um batalhão de devassas, quem é que lhe encerava o mastro? Era o enceravas! E lá ía a circum-navegação com os porcos. A verdade é só uma e é esta: as putas são a base de sustentação de toda a civilização ocidental. No mundo muçulmano, as putas são apedrejadas até à morte e veja-se o estado em que aquela merda está. Dirão os mais cépticos: “Ah! E tal! D. Afonso Henriques e o caralho-que-o-foda!”. Sim senhor, o Afonso e amiguinhos afins foram grandes portugueses. Não contesto. Mas oh meus grandes paneleiros portugueses, essas figuras históricas, por muito ilustres que tenham sido, não passam de um cata-vento dourado do grande edifício – por muito que brilhe e por mais alto que esteja, não conta para a solidez da obra. As putas, essas sim, são como um velho cilhar oculto nos alicerces, debaixo da terra, onde ninguém o vê. Por elas não desabará a casa!
Bom, mas sucede então que a “Carolina Agridoce” era uma grande puta. Todavia – e aqui é que está o âmago da excelência desta puta –, a gaja nutria a profunda convicção de que era cândida como a capuchinho vermelho – como, aliás, fez questão de frisar na sua recente “biografia” soberbamente intitulada “Eu, Agridoce”. Isto apesar de mamar biberões de carne e emborcar leite seminal como se fosse compota da avozinha, que nem uma loba. Obviamente, o facto de haver “trabalhado” num “bar de alterne” em nada contribui para aquela fama. Mais tarde, tornar-se-ia “namorada” do presidente do clube de futebol do meu bairro – o supra mencionado OFC.
Antes de mais, é mister sublinhar que não simpatizo por aí além com aquele senhor. Até porque o meu clube de eleição é precisamente o rival SLF (Sport Lisbon & Ficabem). Todavia, e depois de ler a “biografia” da “Carolina Agridoce”, confesso que a minha antipatia por aquele sujeito se amenizou. E porquê? Pertenço à corrente minoritária de atrasados mentais – da qual conheço apenas um defensor: eu próprio – que advogam que um homem não vive verdadeiramente enquanto não chafurdar na cona badalhoca de uma qualquer puta. É isso e cagar-se pelas pernas abaixo. Faz-nos sentir vivos! A sensação de merda a pingar pelos pés (ou pelo pénis) é das mais autênticas que se podem experimentar. Recomendo. Em alternativa, existe sempre a opção de ligar a televisão na TVI ou comprar o jornal 24 Horas. Contudo, não é tão gratificante (apesar de a merda que por esses locais se passeia ser em quantidades bem superiores). Ora, um homem que segue à risca esta minha filosofia de vida, merece respeito. E, nessa lógica, após a leitura do relato contado na primeira pessoa por “Carolina Agridoce”, e depois de me vomitar três ou quatro vezes, passei a ter em boa consideração o Sr. presidente do OFC. O gajo não tem pudor. Gosto disso.
Mas as coisas não correm bem a “Carolina Agridoce”. Desde que foi publicado o seu “livro”, a dita cuja não mais conseguiu entrar num estádio de futebol. Ao que parece, os presidentes a quem a gaja oferece a bichana já não lhe pegam. Segundo consta, terá a cona muito lassa… O tiro saiu-lhe pela culatra… “Antes me entrasse!” – dirá agora “Carolina Agridoce”.
“Carolina”, se queres um conselho: A tua mãe é costureira! Que te cosa a rata!
Por tudo o exposto e por muito mais, juntem os vossos votos ao meu e vamos eleger a “Carolina Agridoce” como A Grande Portuguesa da nossa História, representante de uma classe tão subvalorizada: a das putas! Quem puxa pela nossa grande nação (e pelos nossos grandes caralhos) desta forma tão veemente, merece ser reconhecido! Tenho dito!

21 dezembro 2006

"Last Christmas, I gave you my cock!" - George Michael *

Um bisturi, uma lata de tira-nódoas em spray e um manual de História do 7.º Ano. O que é que estes três objectos têm em comum? Aparentemente, e para os mais desprevenidos, nada. E, de facto, assim é. Mas repare-se: todos os mencionados objectos, com mais ou menos jeitinho, se conseguem enfiar no cu. De qualquer das formas – e para que não digam “Ah! Recheio orgulhoso é de tipo leitoso!” –, resolvi passar por aqui para desejar a todos os mentecaptos que ainda se dão ao trabalho de teclar, de quando em vez, os vocábulos mágicos “bicos e tricos” (no google, que é para não deixar rasto…), um Natal e um Ano Novo. Feliz e bom, ou, pelo contrário, triste e mau, é-me um bocado indiferente. O importante é que todos tenham um Natal e um Ano Novo – se bem que isso também me seja um pouco neutral. Por isso: pai, Gonçalo, Kátia Vanessa e Sr. Alfredo – o mais recente leitor do Bicos, pasteleiro na pastelaria onde todos os dias adquiro a minha regueifa –, que tenham um Natal e, já que estamos numa onda de desejar, aproveitam o embalo, e têm também um Ano Novo. É a puta da loucura! Vá, agora ponham-se no caralho, antes que eu me ponha aqui a trautear o maior “sussexo” do George Michael dos últimos 69 anos (e meio) – “Last Christmas, foi um ver se te avias”.
Já agora… Uma última coisinha… Alguém me diz onde anda o filho de puta do Pai Natal com o meu camião cisterna?

* No último Natal, enfiei-te um bom caralho cru pelo gasganete abaixo, oh puta! Foda-se!” – Jorge Miguel

27 novembro 2006

Reminiscências reminiscentes

Numa incursão saudosista por caixotes imemoriais da minha despensa, deparei-me com uns quantos manuscritos da minha autoria, que datam do tempo da escola preparatória. Mais precisamente, manuscritos que remontam ao meu 9.º ano de escolaridade. No meio dessas folhas esmaecidas pela passagem do tempo, encontrei uma que me chamou a atenção. No topo da página, anunciando o que ali vem, pode ler-se o cabeçalho “Redacção”. Na verdade, aquele exercício corresponde ao que muitos professores se gostam de referir, no seu convívio privado, como o “Escrevam-lá-qualquer-merda-e-não-me-chateiem-muito”.
_ “Hoje, vão fazer uma redacção! E o tema é livre!” – parece que ainda estou a sentir a excitação na voz da minha professora de português. Era uma açoriana super hiper mega boa, acabada de sair da faculdade (ou, pelo menos, assim aparentava), que se apresentava em todas as aulas sem excepção vestida com umas calças tão justas que faziam sobressair o rego da cona. E tão bons momentos que aquele rego nos proporcionou a todos…
E ao pegar naquela folha de papel e ler os gatafunhos que ali fiz, ri-me. Devo dizer que se havia coisa que eu não gostava de fazer e que me aborrecia profundamente, era composições – para além de tudo o resto. Sobretudo se nos fosse dada a liberdade para escrevermos sobre o que caralho quiséssemos. Se bem se lembram, as aulas do ensino preparatório tinham a duração de 50 minutos. Pelo menos, na época em que eu estudei na escola preparatória, era assim. E o que é que se espera que um gajo com 15 anitos escreva em 50 minutos? Vou escrever sobre quê? Sobre mim? Sobre a vida? Sobre o mundo? Sobre a tesão que a professora me dá? Lembro-me que costumava perder metade do tempo disponível a pensar no que raio ia eu transpor para o papel. E se pensarmos que o ponto alto da minha vida, naquela altura, se resumia às tardes de sábado nas quais me deslocava com o meu pai a casa do meu avô para atestar garrafões de vinho, está tudo dito. Se bem que hoje em dia as coisas não variem muito…
Resumindo e concluindo: esta minha composição está um mimo. Se a memória não me falha, escrevi o que ora vos deixo só para chatear aquela puta, como uma forma de manifestar o meu descontentamento. Aqui vai:

“A Pizza”

«Gosto muito de pizza. Cientes desta minha queda para aquele acepipe gastronómico, os meus pais decidiram, na semana passada, levar-me a um restaurante italiano. A minha irmã também foi. Tirando alguns pormenores mais ou menos humorísticos no início do manjar, do desagrado dos meus pais, a verdade é que o mesmo decorreu sem grandes sobressaltos. E não haveria grande coisa para contar, a não ser que comi uma pizza “Napolitana” e que depois voltámos todos para casa com o bucho cheio. Todavia, no decorrer da refeição, uma questão ambígua assolou o meu espírito…
“E se as pizzas falassem? O que diriam elas?”
E é sobre esta problemática que me vou aqui debruçar. E vou-me debruçar com cuidado, que é para não cair.
A fim de se poder dar uma resposta satisfatória àquela questão, teremos primeiro de dissecar a vida da pizza – seu contexto sócio-económico, cultural, etc.. Vejamos: devemos sempre ter em linha de conta que a esperança média de vida de uma pizza, desde que nasce (sai do forno) até à sua morte (na boca daquele que a come, vulgo, “o comedor” ou “glutão”), não ultrapassa uma hora. Analisemos o processo de formação de uma pizza. Pode afirmar-se com segurança que a pizza é concebida nas mãos do cozinheiro, com a colocação dos vários ingredientes, o que equivaleria, nas circunstâncias humanas, à colocação do pénis na vagina, com a consequente ejaculação do esperma. Assim, tal como o espermatozóide penetra no óvulo, também a pizza se introduz no forno, onde decorre a gestação. A partir daqui, temos um primeiro termo comparativo para determinarmos a paridade da duração de vida de uma pizza, transportada para a realidade humana. Ora, se a gestação de um ser humano dura 9 meses, pode então considerar-se que aqueles 20 ou 30 minutos em que a pizza está em fase de cozedura é o equivalente a esses 9 meses. Depois, socorrendo-nos da regra de três simples, podemos determinar qual a duração média de vida da pizza em anos humanos. Então, faça-se a conta: se 20 minutos correspondem a 9 meses, então 60 minutos (esperança média de vida de uma pizza) correspondem a… 27 meses. Ou seja, na melhor das hipóteses – pense-se, por exemplo, nas entregas ao domicílio –, a pizza vive cerca de dois anos e meio. É, obviamente, uma mera estimativa. Isto significa que a pizza falece ainda bastante jovem – uma tragédia. Esta é uma analogia relativamente óbvia e fácil de se fazer. Tenho até algum receio que me falte a originalidade. A dificuldade neste exercício mental prende-se com o facto de nas pizzas não existirem cordas vocais nem pulmões para guardar o ar que, uma vez expelido, as faria vibrar. A isto, acresce que um miúdo com dois anos e meio não diz grande coisa. E bem assim, um miúdo de 15… Mas deixemos de lado essa impossibilidade. Porque tenho quase a certeza que se a pizza, ainda assim, conseguisse falar, diria: “Come-me à bruta!”.
Numa próxima composição: “E se o professor de matemática falasse?”.»

P.S.: Escusado será dizer que, daqui, não adveio nada de bom…

17 novembro 2006

Situações do caralho (literalmente)

Já de há algum tempo para cá que ando com uma sdfjhgsdfjklghsdflgjk
sdfgsdfgmc´´´rdfv
COLHÕES!!
asdfadg
comichão no escroto que me asf´gj5553
237090jg

dfsf
arre!
me impede de usar as mãos para outra 3'34534xcgfjº+s
gsdfgaet
BRUTALIZEM-ME!
sgvd5
coisa que não seja coçar o milheiral...
Daí, a minha ausência...
Mas ffffffffffosdda-sea asdf af asf
não se preocupem os meus leitores, porque já estou a ser sdjkfdg
penetrado!!!
medicado... por uma romena que teve o infortúnio (a sorte!) de nascer com oito dedos em cada mão.
Até já!

01 novembro 2006

Convenção Ortográfica da Língua Mirandesa

No extremo nordeste de Portugal, ao longo da fronteira a sul de Alcanices, entre a ribeira de Anguieira, a poente e a sul, e o rio Douro, a nascente, existe um conjunto de aldeias onde as pessoas utilizam entre si duas línguas: o português e o mirandês. Os dois idiomas convivem actualmente numa situação de diglossia, isto é, de desigualdade de utilização: o primeiro é utilizado em qualquer circunstância, o segundo tem um uso mais restrito, geralmente confinado à família e às relações entre vizinhos ou aldeias. No segundo ciclo do ensino básico, o mirandês é ministrado como disciplina optativa durante dois anos.

Exemplos de aplicação:

Yá se m'iba squecendo. El bai alhá nun solo por ber-te, mas tamien por te pedir algo. Num sei se l poderás atender, porque l que bai a pedir-te yê un fabor mui grande. Dará-le bida nuôba, dixo-me el.
L aire de l campo fai-mos sentir bien.
Nós bemos-mos manhana.

P.S.: Um gajo chegar a casa bêbedo às 3h50 da manhã resulta nisto... Um gajo dá importância a estas merdas...

23 outubro 2006

Aborto: Sim ou Não?



A minha mãe, desde que ouviu falar na pílula do dia seguinte, tem palmilhado todas as farmácias aquém e além fronteiras, numa busca messiânica, procurando adquirir a pílula dos 26 anos seguintes, que é para ver se me fode. Eu cá continuo tranquilo. Independentemente dos argumentos que possam ser usados a favor ou contra a utilização das tão afamadas pílulas e à margem da discussão científico-filosófica sobre se já existe ou não vida aos 26 anos - dúvida essa que se adensa no meu caso pessoal -, mantenho a minha posição. Sou totalmente a favor do aborto. Entendo que a mulher é dona do seu corpo e, como tal, apoio a minha mãe a 100%, qualquer que venha a ser a sua decisão. Mãe: Boa sorte!

Com a primeira de muitas colaborações artísticas de Lixo Atómico

10 outubro 2006

Que conas...

Hoje estou de luto. Ontem, o Conselho de Segurança da ONU designou formalmente o sul-coreano Ban Ki-moon como secretário-geral daquela organização. Ora, Ban Ki-moon poderá ter muitas virtudes, mas não tem o carisma e o saber de experiência feito do seu antecessor.
“Kofi Annan é reconhecidamente um dos maiores diplomatas que a cena internacional já viu e vai deixar saudades” – diz Abel Sousa, um dos empregados de balcão do café que existe mesmo em frente à sede da ONU, em Nova Iorque. Abílio Martins, o gerente do Café Restaurante Snack-Bar “O Cacete”, onde Kofi Annan se deslocava religiosamente todos os dias para bebericar o seu café matinal e emborcar um bom bagaço português, afirma, melancolicamente: “O Sr. Kofi – ou melhor, o Kofi, como ele gostava de ser tratado –, vai deixar muitas saudades aqui n’ 'O Cacete'. Todos gostávamos muito dele e vamos recordá-lo com amizade. Ele vinha aqui todos os dias, sentava-se na mesinha perto da janela e esperava pela sua vez. Would you like some coffee, Kofi? – perguntávamos. E às vezes ele não ouvia, porque era um pouco duro de ouvido, e tínhamos de repetir: Kofi! Coffee? Vai deixar muitas saudades.”
Desta sucessão ressalta já uma conclusão: o novo secretário-geral até poderá ter um nome engraçado de pronunciar, mas dificilmente se fará com ele alguma piada de jeito…

09 outubro 2006

E comer merda às colheres?

No seguimento do post anterior (vide vídeo), preparem-se... Parece que vai ser este domingo...

08 outubro 2006

Jesus Armando Oliveira, filho de Deus

Eu acredito neste bom home! E Ele também fala comigo...

27 setembro 2006

The meaning of life - II

C'UM FODA-SE!!!

The meaning of life - I

Hoje caguei uma cenoura inteira!!! Impressionante! Ontem à noite, havia comido uma cenoura. Através de um qualquer processo interno que desconheço, a cenoura ter-se-á reconstruído por inteiro, algures no intestino. Foda-se! E doeu!!!

Frases

" Chupa-me a piça, oh cabrão!"


Cavaco e Silva, in Diário de Notícias, respondendo à pergunta colocada por um jornalista que o questionava acerca do projecto de Lei que se espera que altere o regime de financiamento das autarquias.
(Para me precaver de eventuais processos judiciais - eles andem aí! - devo dizer que esta notícia é falsa... Mas poderia muito bem ter acontecido! E em que belo país viveríamos se assim fosse...)

25 setembro 2006

Caralhos me re-fodam!!!

Gosto de comparar a dor de cabeça a um pequeno anão latino-americano que salta de árvore em árvore. Filho da puta do pequeno anão latino-americano que hoje logo havia de saltar pr'á minha pequena oliveira!!!

22 setembro 2006

Gémeos siameses


Agora que penso bem no assunto... Acho que devia ter separado os meus putos à nascença...

20 setembro 2006

Cá se fazem, lá se pagam...

Os caralhos dos muçulmanos radicais – que, como comummente se sabe, são todos filhos de uma grande puta desdentada –, andam por aí a apregoar a morte aos “infiéis”, entre os quais se incluem, segundo eles, todos os cristãos. Então vamos pintar o seguinte quadro: Um pacato convento de freiras. Segundo as crenças muçulmanas mais extremistas, as cândidas e devotas senhoras que meditam naquele convento serão todas “infiéis” e, por essa razão, merecem a morte. Nessa lógica (se é que esta merda tem alguma lógica), um qualquer pixa-flácida de um qualquer grupo radical do Islão propõe-se entrar na dita habitação de comunidade religiosa e fazer-se rebentar num atentado suicida que o levará ao paraíso, onde o esperarão 300 virgens. O problema coloca-se precisamente neste ponto. Porque acredito num Deus infinitamente bom e, simultaneamente, que todas as religiões têm um fundo de verdade, difícil não é acreditar que aquelas freiras imaculadas que não fizeram mal a uma mosca ao longo de todas as suas vidas irão, também elas, para o “céu”. Ora, se a filosofia radical Islamita estiver igualmente correcta, poderá o incauto bombista-suicida chegar ao paraíso e deparar-se com o seu próprio Inferno pessoal: as 300 virgens que o aguardam são nada mais, nada menos que as 300 freiras a quem ele havia limpo o sarampo, há meros segundos atrás… Ah pois é, Senhor Bombista maluco! E agora? Borraste a pintura!
Como diria um célebre filósofo contemporâneo brasileiro cujo nome agora não me vem à memória: "Andaste na prancha... Cuidado!... O tubarão vai-te pegar!" Há lá merdas bem fodidas…

18 setembro 2006

Pois foi...

_ Olá! Está tudo bem?
_ Cá estamos!
_ Sim, isso é um facto incontornável. Mas a minha pergunta foi: "Está tudo bem"?
_ Vai-se andando...
_ Correcto. Isso é outra constatação do óbvio. Mal seria se assim não fosse! Mas está tudo bem?
_ E essa questão que o senhor coloca requer uma resposta que abranja todos os aspectos da minha vida, mesmo os mais minuciosos e irrelevantes como, por exemplo, uma unha encravada, a sanita entupida, ou o facto de a minha filha ser toxicodepentente e menosprezada pela sociedade?
_ Todos os aspectos da sua vida não... Apenas pretendo que me dê uma visão geral das coisas. Pergunto "Está tudo bem", como que questionando-a acerca da sua condição geral.
_ Ah! Então sim, está tudo bem. E consigo?
_ Vai-se andando...

17 setembro 2006

Vitominas...

Será possível?!? As merdas que um gajo descobre enquanto se passeia pelo espaço virtual...

16 setembro 2006

Paparratzas

Na esteira do que vem dominando os "Tops" de vendas musicais em Portugal, onde podemos encontrar artistas tão talentosos como os brilhantes "4Taste" (mais conhecidos como os Eat Shit), ou o prodigioso "F.F." (ou, Fuck Face) ou ainda os sublimes e luzidios meninos dos "D'ZRT" (quatro consoantes que podem querer dizer tanto...), decidi trazer à luz do dia o meu humilde mas ambicioso projecto musical, que pretende ser o próximo sucesso junto do rebanho da já chamada geração Morang'Ice. Primeiro, porque achei que o salto qualitativo que a música nacional deu me abre portas e me proporciona o momento ideal para esse intento. Depois, porque com tanta matéria fecal a entupir-nos os ouvidos, mais merda menos merda, ninguém dá conta. Os putos curtem e eu ganho uns trocados fixes.
Assim, aqui vos deixo a letra do meu primeiro single - que será o de lançamento - e que contou com a preciosa colaboração de alguém que prefere permanecer no anonimato:

I was inside my mother!
I was inside my mother!
I fucked her inside out when I was born!

I was inside my father!
I was inside my father!
I had a billion friends inside his balls!

Hummm... Hummm... Hummm...
Ahhh.. Ahhhh... Ahhh...
Oh yeah!

E por aí adiante. Isto é só o refrão... A minha mãe gostou bastante. Só que ela não percebe muito de inglês... Vou pedir ajuda à TVI.
(Acho que este post foi a gota de água que fará com que o meu desenlace mais que provável se revele uma alegre romaria rumo ao Inferno. Mas é na boa - o meu avô já me disse que aquela merda está cheia de putas finas!)

Que pensamento do caralho!

Gostava de morrer duranto o sono, como o meu avô...

e não aos gritos, desesperado, como os passageiros da camioneta que ele conduzia.

29 agosto 2006

Bertulina

Os pesadelos que eu vou ter à conta desta merda...

28 agosto 2006

Momento RFM: "Vale a pena pensar nisto..."

Por vezes, após uma bela duma cagada massiva, bastam-me duas ou três passagens com o guardanapo do ânus no dito cujo para ele ficar limpinho e cheirosinho (segundo os meus parâmetros...). Todavia, dias há em que parece que nem com um rolo de papel inteiro consigo limpar toda a merda deixada pelo mais pequeno dos cagalhões! Bom, mas no seguimento dessa minha questão filosófica, descobri que o meu papel higiénico é perfumado... E perguntam os porcos dos leitores: "Como é que chegaste a essa brilhante conclusão, O Avó?". Primeiro: Vão-se foder! Quarto: Estava eu na minha tarefa diária de esfregar o buraco anal com as unhas, quando, ao cheirar os dedos - acto contínuo - me apercebo que os mesmos cheiravam a merda... Ora, tal apenas se pode ficar a dever ao perfume do meu papel higiénico, que não será dos melhores... Mas amanhã confirmo. Durmam bem, meus bons amigos.

27 agosto 2006

Cornaduras, e mais o caralho!

Imaginemos a seguinte situação: Xavier, encontrando-se na sempre agradável companhia da sua bela namorada, está no seu quarto a transmitir-lhe todo o seu saber acerca dos bons usos e costumes da corte francesa do séc. XV. Se as coisas estiverem a correr de feição, ela estará em posição de quatro, a admirar tamanho conhecimento e a manifestar um prazer intenso perante tanto saber. Imaginemos agora que Xavier se lembra que aquela namorada não é a sua, mas a de um amigo seu. É de bom tom parar a lição a meio?
Quid juris?

05 julho 2006

Piu, pui, piu! E a puta que os pariu!!!

Ok, perdemos a meia-final contra a França. Uns dirão: "Bom, a nossa equipa jogou muito bem". Outros dirão: "Perdemos com um penalty duvidoso". Os mais revoltados tentarão desviar as atenções e insinuar que "não nos deixaram chegar mais longe". Eu digo isto: perdemos, mas podemos bradar ao Mundo que nos batemos que nem uns heróis e o resultado é um mero indicativo que não nos faz justiça. Dentro de campo, reduzimos a França à sua insignificância. Resta-nos a honra, a dignidade de termos feito um percurso brilhante sem necessidade de recorrer a truques baixos que nada têm a ver com futebol e a consolação de não sermos franceses. Antes derrotados, que paneleiros!

"ALLEZ" É MAS É O CARALHO, SEUS TRAGA-PIÇAS!!!

Decidi romper hoje com a monotonia que se vinha instalando aqui no meu modesto “diário” digital para tecer algumas considerações acerca do assunto que vem dominando a actualidade: o Mundial de Futebol na Alemanha. E ao romper com a monotonia, espero também romper uns quantos esfíncteres franciús. Após ter acordado de um longo coma – só não acordei mais cedo porque estava a ter um sonho pornográfico com a Soraia Chaves (o túnel que muitos relatam em experiências quasi morte, não é bem um túnel) –, apercebi-me que a selecção de todos nós vai disputar, precisamente no dia em que este amigo vos escreve, o acesso à grande final. Estou bastante orgulhoso e confiante. Até aqui, tudo bem. Mas caros amigos… Quem é que vamos defrontar no jogo de hoje? Pois é… A França… Ora, a França. A França, meus amigos… Como vocês bem sabem, não sou uma pessoa preconceituosa ou xenófoba. Sei bem respeitar a diversidade bio-cultural de cada um, considero que cada povo trás algo de único e bonito a este grande grupo de seres vivos estranhos a que usamos chamar de “Humanidade”. Sejam orientais, africanos, brancos, mulatos, altos ou baixos, guardo sempre um grande respeito e consideração por todas as raças. E depois temos a França… Não quero ser politicamente incorrecto – até porque não me dá jeito, tendo em conta o alto cargo governativo que me encontro a desempenhar –, mas a França é o berço de muita da maior merda que o espírito humano é capaz de inventar. A começar pelo idioma. Eu, como certamente a maior parte de vocês, tive a infelicidade e a obrigação de frequentar a disciplina de Francês, no Liceu, durante três anos. Foram os piores anos da minha vida. Nenhuma criança deveria ser sujeita a tamanha tortura e humilhação. O idioma francês é o idioma mais estúpido, feio e abichanado de entre todas as línguas do Mundo, e é o que mais lesões provoca ao nível abdominal – em razão das fortes contracções que induzem o vómito. Só de pensar em pronunciar o francês, já tenho o estômago a vociferar. Ora tentem lá dizer o nome do avançado Thierry Henry sem parecer que estão a vomitar! Pois. Precisamente.
E o que dizer dos franceses? Esses papa-léguas-de-pixas que só estão bem é com o talo bem enfiado pelo cu acima? Eu dava-lhes a Bastilha… No cu! Era a bastilha, os colhões e ainda haveria de existir espaço para uma Torre bem Eiffelada naqueles beiços! A sobranceria com que esses seres se passeiam pelas suas avenidas, e o caralho, como se o resto do Mundo fosse um bocado de merda ao pé deles, trás ao de cima os instintos mais homicidas de qualquer ser humano. Umas putas deslambidas que só gostam de apanhar no cu. E o que temos vindo a assistir nos jornais franceses, nos momentos que antecedem este encontro? "Ai! Que a selecção portuguesa é muito violenta!" - o que essas putas querem é que lhes façam uma "entrada viril"... E se tanto o querem...! Enfim… Por mim, nem as mulheres se safavam. Já repararam bem no ar das francesas? Parece que alguém lhes foi à “bichaninha” e não acabou o serviço. Sempre com o seu ar “naif”, muito esbeltas, muito refinadas e delicadas… Foda-se! Quem vos rebentasse com a cona à força de mil contra-torpedeiros e trezentos porta-aviões! Eu sei que as gajas até nem têm culpa – vivem em França e têm que levar com os franceses. No fundo, até devíamos ter pena… Mas que se fodam! Espetava a minha piça num daqueles conedos e ainda me arriscava a apanhar “o bicho”, oh caralho! Ainda dava por mim a querer naturalizar-me francês. Foda-se! Para mim, um bom francês é o francês que naufragou no mar alto e tem 250 quilos de betão armado preso às pernas. Isso sim, é um bom francês – não chateia ninguém, e por mais que grite “Secours!” ninguém o ouve (até porque, se tudo correr bem, estará debaixo de toneladas e toneladas de água salgada), logo, ninguém fica com os tímpanos fodidos. Só uma questão: sendo os franceses todos paneleiros, como é que procriam? Devem ser as cegonhas que os trazem… Putas das cegonhas…
Portanto, meus amigos, neste dia em que jogamos uma cartada decisiva no Mundial, vamos lá fazer um favor a estes “croissants” e comê-los à bruta e de uma só dentada. E vamos todos exclamar em uníssono, ao som de mil trompetes de ouro: Foda-se lá o caralho da homossexualidade – inventada pelos franceses –, dos bidés, dos perfumes, das putas das cegonhas que trazem os putos no bico e a palavra “avec”, que me enoja de morte e me repugna até às entranhas! Porque hoje, ser português é mandar um petardão titânico com a bola no filho da puta do Barthez, de modo a fazer explodir-lhe os cornos contra as redes da baliza!
Só espero é que este texto venha a alterar as consciências, inovando-as, e, dessa forma, suscitar a pergunta no seio da comunidade internacional – “Mas afinal, pr’a que caralho queremos os franceses?”

19 janeiro 2006

TESTE PSICOTÉCNICO (Aquela merdunga que salta de e-mail para e-mail)

1. Nome:
Adolfo Dias Majá Numfodes
2. Cor do cabelo:
Cor de Alperceiro-do-Japão.
3. Olhos:
Sim, tenho.
4. Altura:
1,85m.
5. Usa óculos e/ou lentes de contacto?
Só para dormir.
6. Irmãos?
Está bem, pode ser. Mas é melhor falar com a minha mãe.
7. Quem considera os seus melhores e mais chegados amigos?
O Luís Costa Ribas e a Simara.
8. Qual dos seus amigos vive mais longe?
A Sinead O’Connor. Tomei conhecimento, recentemente, que ela agora vive na pequena vila do Caralho-mais-velho, lá para trás do sol-posto.
9. Cor da roupa interior que está a usar agora:
Um bikini amarelo.
10. Última música que ouviu:
“Dorme, dorme, meu menino,/ que a mãezinha logo vem,/ foi lavar os teus paninhos/ à fontinha de Belém.” – Ontem estava muito nervoso, sem conseguir dormir, e a minha mãe cantou-me esta lenga-lenga. E depois enfiou-me o dedo no cu.
11. Últimos quatro dígitos do seu telemovel:
O “7”, o “8” e o “9”. E por baixo desses ainda tem o “0”.
12. Última coisa que comeu?
Um Sr. africano, de seu nome Calú.
13. Onde gostaria de ir na sua lua-de-mel?
Se possível, à cona da minha mulher. Se algum dia me casar, isto é…
14. Com quem gostaria de passar o resto da sua vida?
Com a instrutora do meu ginásio. Aquela peida faz-me cócegas no escroto de cada vez que se ri para mim.
15. Como está o tempo neste momento?
Vai andando ao mesmo ritmo, segundo a segundo, minuto a minuto. É uma puta duma cena fodida, este tempo, que não pára nem por nada! Foda-se!
16. Última conversa telefónica foi com...
Foi com… Foi com… Com o… Sei lá… Com o Xavier!... Sei lá, ó’caralho!
17. Qual é a primeira coisa em que repara no sexo oposto?
Assim à primeira vista, sobressai o matagal. E depois, claro, o buraco. Há quem afirme convictamente que, por vezes, se pode vislumbrar algo que alguns pseudo-intelectuais usam chamar de “clítoris”… Mas nunca vi lá nada dessa merda. Nem me interessa.
18. Como se sente neste momento?
Sorumbático. Não sei, às vezes… Sabe… O homem cognoscente aspira ao conhecimento universal, que tem sempre validade. Quer dizer… Nem sempre. Mas para chegar a esse conhecimento, o homem tem de romper o contacto directo com a experiência corrente. Com efeito, esta experiência proporciona sempre casos determinados, mas nunca, como tal, a norma geral ou o conceito universal. E isso dá-me cãibras no cérebro.
19. No seguimento da questão anterior, qual é a sua bebida favorita?
“Baba da cona”.
20. Qual é o seu desporto favorito?
Headball. Consiste em enfiar a cabeça numa trituradora industrial. Quanto mais estardalhaço e mais sangue jorrar, mais pontos o jogador se habilita a ganhar. Claro que existem umas pequenas nuances sobre as quais não vale a pena debruçar-me aqui. Mas é um desporto um pouco solitário… E, hodiernamente, já não se vêm muitos praticantes.
21. O que o faz feliz?
O cabeleireiro Eduardo Beauté. Faz-me rir.
22. Qual é o seu próximo CD?
Virgem. Vou gravar filmes porno.
23. Como ocupa os seus tempos livres?
Faço o que normalmente as pessoas fazem, penso eu… Gosto de me meter na linha do comboio que vai para o Entroncamento, com as pernas cuidadosa e ardilosamente colocadas em cima do aço.
29. Qual o melhor conselho que já lhe deram?
“Põe-te no caralho!” – E pus! E pus!
30. Já ganhou algum prémio?
Uma vez ganhei sífilis. Mas não considero isso um prémio. Qualquer indivíduo, colocado na minha posição, faria o mesmo.
31. Qual é a sua comida favorita:
Pitas! Pitinhas tenrinhas! Ai, caralho!
32. Filme favorito:
“Babysitter teaches lolita slut about sex and she gets it in every hole - adult porn fuck anal.” – Um documentário contemporâneo que relata os sonhos e as preocupações de um casal de jovens namorados e que relança a discussão sobre a importância de uma educação estatal. Será o Estado capaz de assegurar efectivamente, de modo directo ou indirecto, a realização das tarefas que correspondem às necessidades reais dos indivíduos e das colectividades subordinadas, consideradas em toda a sua diversidade e em toda a sua extensão? É uma pergunta que fica.
33. Dia preferido do ano:
O dia de finados.
34. É tímido para convidar alguém para sair?
Nas primeiras 46 tentativas, admito que sim. Mas depois também.
35. Qual foi a coisa mais idiota que já fez?
Tirei o curso de Direito… Mas não gosto de falar sobre isso.
36. O que prefere: filmes felizes ou assustadores?
Porno... Quanto mais assustadores, mais feliz eu fico!
37. Neste momento, qual é a principal prioridade na sua vida?
São as rotundas. E quem quer que seja que se apresente pela direita. Enfim, não sou um indivíduo muito exigente. Contento-me com pouco.
38. Se fosse um animal, qual seria?
O Pinto da Costa.
39. Nomeie uma pessoa ilustre para si?
O eterno “Ilustre Colega”. Puta que os pariu a todos! São todos Ilustres, ó’caralho!
40. Onde está a sua felicidade?
Foi passar uma temporada a Cedofeita.
41. O que vai fazer agora?
Gritar!
42. Dispa-se e tussa...
Cof, cof…

18 janeiro 2006

MOMENTO DE HUMOR

Dois putos (o Juvenal e o Amável – nomes fictícios, evidentemente) encontram-se no recreio da escolinha…
_ Juvenal! Oh Juvenal! Adivinha o que tenho na mão direita!
_ Hum… Sei lá, Amável…
_ Mas vê se adivinhas!
_ Hum… Um berlinde.
_ Não!
_ Um lápis.
_ Não!
_ O “Best Of” dos Eurhythmics.
_ Caralho! Não!
_ Puta que pariu! Tens um sideroscópio[1]!
_ Hum… Espera aí… Não! Também não!
_ Não sei, puto. Elucida-me.
_ Paralisia infantil.

[1] Sideroscópio, s. m. (fís.) Aparelho para estudar a influência dos magnetes sobre os corpos. (Do gr. sideros + skopein.)

10 janeiro 2006

A FARMÁCIA MAIS PRÓXIMA É NO CARALHO-QUE-TE-FODA!

Tenho quatro tetas. É um facto do qual não me posso esquivar. Bom… Não são tetas stricto sensu, mas sim quatro pequenos mamilos. Dois normais e outros dois um pouco mais abaixo daqueles. O par inferior é relativamente mais pequeno, é certo. Mas a ideia a reter é a seguinte: se, por infortúnio do destino e para mal de toda a humanidade, eu tivesse nascido mulher, ostentaria quatro tetas. Meus amigos… Quatro tetas! Por vezes cogito sobre a matéria em apreço durante largos minutos enquanto cago largas poias de merda e faço bolas de ranho[1]. As espanholadas que se faziam nuns seios assim… Ás vezes fico doente só de pensar nisso! Como hoje, por exemplo… Mas já me passou. A minha mãe bateu-me. Vou comprar Guronsan.

[1] Note-se o vernáculo totalmente despropositado e gratuito do autor: “Cago”, “poias de merda” e “bolas de ranho”. É interessante constatar, a cada momento, o relevo que o autor dá ao acto de defecar. E não só…

09 novembro 2005

Tira-me essa pachacha do sobrolho!!!

Sim, tenho andado um pouco distante. Sim, tenho negligenciado os dois únicos leitores deste blog (o Gonçalo e o meu pai). Mas isso apenas se deve à maldita da pachacha que me entretém os beiços e me distrai do meu objectivo de contar ao mundo os meus an-seios e re-seios. Decerto serei compreendido. Principalmente pelo meu pai. Avé!

07 outubro 2005

Arre caralho, c'assim me doeu!!!

Ontem à noite estava com uma tesão que até pareciam duas! Literalmente! Era uma tesão tal, que aquilo parecia o baluarte da democracia! Como é óbvio, atirei-me à punheta que nem Santiago aos Mouros: com uma fome de rato, de quem não come há 1 mês. Foi uma coisa por demais. A minha mão parecia uma debulhadora. Como os meus lindos e felizes leitores já devem ter depreendido, sou uma pessoa muito solitária. Sou, digamos que, uma espécie de cãozinho abandonado e triste, sou um mero mortal, tal como vocês, paneleiros de merda, que esperam, conformados, por um destino mais que certo: a morte. Em conformidade, bato punhetas como se não houvesse amanhã e este fosse o último minuto das nossas vidas. Sim. Punhetas é bom.
Continuando... Para ajudar à festa, o canal do nheco-nheco-treko-treko estava descodificado. Ora, como não sou pessoa de meios-termos, vai de bater uma pívia em formato 16:9. O filme era nojento, como é apanágio do canal nheco-nheco em apreço. Era uma "historieta" de três putas que, juntas, não valiam os colhões de um gato. Enfim... Deu para os gastos e desgaste de uma pixa já agastada. Pode-se dizer que o mastro ficou bem encerado. Quero que fique bem cromado, para quando for altura de o exibir na Feira Internacional de Tunning (F.I.T.). Foi um momento bem passado. Entretanto, ainda me deu para imaginar uma ou duas colegas de escritório, numa fantasia mais ou menos elaborada, onde se discutia sobre moda em cima da secretária do Dr. [Censurado], rematando eu, de forma pertinente, a seguinte pérola: "Oh [Censurada], o meu pixotim, na tua boca, fica-te bem! Faz-te mais alta!". Devaneios, devaneios...

27 setembro 2005

Sugestões de Leitura

. “Casei com a minha irmã” – Maria Alice perdeu a mãe, tragicamente, e apaixona-se pelo filho da patroa, que a expulsa. Mais tarde é dada como morta no desastre ferroviário de Alcafache e o rapaz que a desonrou casa com a própria irmã.

. “A prostituta virgem” – Natália foi difamada, publicamente, e o seu pai, acusado pela morte do sogro, morre assassinado à sacholada ao tentar redimi-la. Seu primo faz-lhe a vida negra e acusa-a de prostituta ao vê-la com uma criança nos braços.

. “Matavam as freiras grávidas” – A irmã Maria Teresa, a freira mais linda, ingressou no Convento das Cristianas por perder a filha. Ela e uma amiga desvendaram o mistério que envolvia a morte das freiras grávidas sepultadas no subterrâneo do convento.

. “O falo perdido” – Miguel e Damião amavam-se como irmãos e cresceram juntos numa quinta onde um criado os levou a práticas sexuais aberrantes. Um intrincado enigma envolvia o nascimento de Damião que fora abandonado à porta da mansão.

. “O violador das mortas” – O relato do amor entre um cego e uma jovem desfigurada que morre e é enterrada num cemitério onde um necrófilo, devido ao seu desequilíbrio psíquico, profanava os túmulos e violava as mortas. Um desfecho surpreendente.

. “Incesto sem pecado” – Duas crianças, trocadas ao nascer, vivem no mesmo palacete onde a rica ocupou a posição da pobre de quem passa a ser criada, enquanto a pobre ocupou o lugar da rica que odeia e maltrata. Este segredo origina ligações incestuosas.

Romances do autor Eurico Augusto Cebolo. Uma maravilhosa colecção que lhe proporcionará muitas e boas horas de apaixonantes e doentias punhetas, levando-o a envolver-se nas emoções vividas pelos personagens destas obras. Desde lenhadores em tronco nú a picheleiros excitados, o leitor sentir-se-á transportado para um mundo de absoluta e completa paneleiragem, um mundo onde se sucedem situações inolvidáveis em que o amor e o ódio, tal como o Bem e o Mal, travam uma luta sem tréguas até ao final de cada romance cujo desfecho é tão surpreendente que fará o leitor regozijar de alegria enquanto espeta um qualquer cabo de metal pelo cú acima. Não deixe de ler estas histórias, algumas delas baseadas em factos reais.

21 setembro 2005

DELÍRIOS DRAMÁTICOS

Hoje, trago-vos a este cantinho galhofeiro um pequeno exercício mental. É interessante constatar como determinados comportamentos que, em certos ambientes, até são aceitáveis e perfeitamente naturais, noutros completamente diferentes, assumem uma conotação radicalmente oposta, como sendo comportamentos desviantes, anormais, estranhos. Eu, meus amigos, insurjo-me contra essas merdas! Foda-se! Porque raio é que não hei-de agir sempre de igual forma onde quer que eu esteja, perante quem quer que seja? Para além de se tratar de uma questão de coerência, isso mexe com a minha honra, com a minha dignidade enquanto ser humano ainda é ser humano, com a minha mais básica liberdade de actuar conforme me der na real gana! Porque eu sou fiel aos meus sentimentos! Eu gosto de atirar pedrinhas ao charco para ver se acerto nas rãs, olha que merda! Hã?!?... Humm… Caralho, que já me enervaram!
Bom, mas já me estou a desviar do assunto. Ontem sucedeu-me a coisa mais engraçada. Estava num dos meus momentos “zen”, deitado a todo o comprimento sobre a minha cama, com a televisão sintonizada no “SMS TV” – único canal do qual sou fã incondicional e espectador assíduo – a olhar para o tecto. Na ausência de melhor programa – e sendo eu um indivíduo dinâmico, pró-activo – resolvi pegar no ursinho de peluche que tenho lá em casa ao lado da cama, na mesinha de cabeceira, e iniciei uma actividade lúdica… como dizer…? bastante interessante e imaginativa. Com a gaita-de-foles firmemente segura na minha mão esquerda e com o ursinho na minha mão direita, não estou com meias medidas, e vai de dar berlaitadas com o tubérculo na testa do indefeso boneco. E entretive-me naquilo durante largos minutos. Posso adiantar que de produtivo nada saiu dali. Se alguma coisa saiu, foi um ursinho de peluche com a testa suja. E este texto, vá… Não mais do que isso. No entanto, ainda brincava eu com a dita testa felpuda do boneco, quando, subitamente e sem que nada o fizesse prever, a minha mente me transporta para uma audiência de julgamento. “Mas que caralho…!” – cogitei eu, meio atordoado. “Uma audiência de julgamento, agora? Mas porque raio…?” Pois é. Desconheço a razão pela qual a minha massa cinzento-amarelada me arrebatou para uma sala de audiências. Não vale a pena tentar compreender. Estava eu ali, deitado, a dar cacetadas com a pixota na testa do boneco, com toda a força que o meu pulso conseguia encontrar, e dou por mim em plena sala de audiências. Isto deu azo a um mergulho filosófico no sentido das coisas. “E porque caralho não posso eu estar numa sala de audiências a desempenhar a mesma actividade a que neste momento me presto?” Debrucei-me sobre esse assunto durante a noite toda. Porque é que certas e determinadas actividades, quando desempenhadas no silêncio do nosso lar, ou num outro ambiente propício à coisa e tal, não podem ser executadas em ambientes mais sociais, como, por exemplo, numa audiência de julgamento? Por exemplo, ver uma gaja boa de bikini na praia faz soar o toque do hastear da bandeira, mas não nos surpreende por aí além! Porque é que nos pasmamos se vemos uma gaja de bikini no talho do nosso bairro? Porque não é de bom-tom? Pode estar imenso calor e a cabra andar com a crica assada! Não fica bem? Baahhh! Balelas! Isso não me convence. O que eu venho aqui propor é que façamos o que caralho quisermos, onde quer que nos apeteça! É uma questão de bom-senso.
Em Julgamento: Vamos, então, supor que estamos com vontade de encher a testa do Juiz de nódoas negras à força de piça. Meu dito, meu feito: sai uma “Testa Al’equimose” com molho de piça pr’á mesa 6. Seria, portanto, uma audiência de julgamento absolutamente normal, mas com a pequena particularidade de existir um sujeito que, ao ritmo do ribombar das sílabas, assim ele bateria com a sua pixa na testa dos vários interlocutores, numa cadência perfeitamente ordenada. Em conformidade, a acta do julgamento seria qualquer coisa do género: «O Exmo. Sr. Procurador X, ao mesmo tempo que apanhava com a verdasca do “O Avó” nos cornos, perguntou ao arguido se ele estaria disposto a confessar os factos. O Arguido retorquiu negativamente, porque tinha o chá ao lume e isso não lhe dava muito jeito, e também ele levou piçada na testa. O Meretíssimo Juiz declarou encerrada a audiência e apanhou com um jacto épico de langonha nas trombas, ao abrigo da glande do “O Avó”.». Seguindo esta ordem de ideias, se por mero acaso ao Senhor Juiz não lhe estivesse a agradar a sensação de chicha na testa, também este poderia actuar conforme achasse adequado, por exemplo, fincando bem os dentes no marsápio brincalhão. Calma! O meu é de aço inoxidável, não haveria problemas.
E quem diz “sala de audiências”, pode também dizer “reunião familiar”. No Natal, por exemplo, à mesa de jantar. Ou numa pastelaria, enquanto um gajo espera pelo seu croissant.
E tudo seria muito mais fácil. Íamos todos para casa, com a consciência de termos feito algo de positivo pela nossa sociedade. Sou um gajo utópico, é o que é…
Se este texto me vem ao pensamento numa situação real… Foda-se!

14 setembro 2005

Correio Assexual

"No outro dia, a minha mulher espalhou leite condensado pela minha genitália. Confesso que até foi razoavelmente aprazível, mas, passados dois ou três dias, apareceu-me uma alergia no pénis e tenho a sensação que foi disso. Será possível? "

L. G. - Montalegre

O nosso leitor é idiota. É ponto assente. Ultrapassada que está a constatação do óbvio, necessário se torna uma análise cuidada do cerne da questão. Mas quem é o filha-da-puta-atrasado-mental que deixa a sua mulher/vaca espalhar leite condensado por onde quer que seja? Especulemos... Por acaso a porca da sua mulher seria uma vaca leiteira? Por acaso o tímido leitor estaria a apertar as tetas da sua esposa-meretriz de modo a extrair algum leite para sua alimentação? A carta do nosso leitor rabeta não nos permite desfazer essa dúvida. Mas não me parece. São merdas destas que me provocam azia. Por estas e por outras é que eu fico horas e horas enfiado no meu cubículo a jogar Playstation, sem qualquer contacto com o mundo exterior, somente saindo para cagar e esporrar a cara do Carlos Malato. Caros leitores: nunca, repito, NUNCA deixar cabra alguma espalhar o que quer que seja em zona circundante à nossa piça num raio inferior a 3 metros. A não ser que seja suco vaginal. Nesse caso, é até aconselhável. Faz bem à pele. Mas, excluída a nhanha-da-cona, jamais se deve baixar a guarda perante uma gaja que, subitamente, aproveitando o intervalo monótono dos “Morangos com Açúcar”, se lembra que até era capaz de ser boa ideia espalhar leite condensado, manteiga de amendoim ou um qualquer outro produto alimentício pelo nosso tomatal. E isto porquê? Meus amigos, todos nós sabemos que o produto da nossa “horta” é produto sensível, susceptível às condições climatéricas, ao adubo utilizado, ao sistema de regadio, ao míldio (que estraga as culturas), ao solo, etc., etc., etc. O sexo feminino, essa grande praga bacteriana que afecta muitos dos nossos cultivos, é doença perigosa. A mulher/puta é bicho fodido! Hoje é leite condensado, amanhã é ácido sulfúrico. Quando “damos por ela” (atente-se ao duplo sentido), temos as culturas todas fodidas, caules cortados, tomates esmagados, pepinos podres, cenouras... enfim... Com a ascenção do movimento chamado de “feminista”, todo o cuidado é pouco. A terapêutica indicada para erradicar essa doença, que faz da “igualdade entre homens e putanas” o seu hino, passa por tacos de basebol, pés-de-cabra e, em casos extremos, caçadeiras de canos cerrados. Portanto, o nosso pequeno leitor cometeu um erro crasso: deixar aproximar essa pêga dos seus produtos hortículas com substância duvidosa. A fixar: não volte a fazê-lo.
Mas caro L.G. de Montalegre, porque não vale a pena chorar sobre o leite condensado derramado, aqui deixo à sua consideração o meu conselho para, pelo menos, amenizar a dor: tomar banho. O leite condensado, quando em contacto com determinados fluídos corporais durante várias horas (ou dias, como parece ser o caso sub judice), mormente, ao nível testicular[1], pode trazer vários inconvenientes, como sejam a comichão, a vermelhidão, o cheiro nauseabundo e até infecções fúngicas – a sobejamente conhecida tinea cruris. Qualquer indivíduo minimamente informado e que não seja um porco do caralho sabe disso. Tome especial cuidado com as infecções mistas, onde poderão surgir bactérias e fungos não susceptíveis, como a Candida Albicans. O leite condensado seco, juntamente com o suor e o surro da colhoada, pode levar o ser humano ao seu limite. Em alguns casos extremos, meticulosamente estudados em laboratório, foram detectadas sensações deveras desconfortáveis. Convém também aplicar produto venenoso para formigas, em quantidades moderadas, nos pés, a fim de prevenir que elas subam por aí acima e lhe tomem o gosto agri-doce. Desta forma, evita aquela sempre constrangedora situação do “Ai-que-estou-numa-repartição-de-finanças-a-preencher-o-modelo-6-do-I.R.S.-e-dou-por-mim-com-uma-invasão-de-formigas-no-escroto!”. Nada conveniente e chega a pontos de se tornar embaraçoso.
A evitar: Molho mexicano.
Sugestão do chefe: Maruca com salada russa. O pénis em erecção dá-lhe a sua pedra de toque e tem poucas calorias.


[1] É sabido que o suor dos colhões pode desencadear no seu portador sensações contraditórias de repulsa e fascínio olfactivo. Para evitar essas sensações, sugerimos a colocação de grampos metálicos – de preferência bem afiados – dentro dos boxers ou cuecas. Dessa forma, a dor infligida na tomatada tornará qualquer incursão naquela área uma autêntica luta pela sobrevivência, e o cheiro dos colhões, secundário.